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W.I.T.C.H. || Revisitando os quadrinhos clássicos — Volume 01, Saga Meridian

 Eu sempre gostei de coisas místicas, bruxas, garotas mágicas... Talvez por nascer na sexta, 13, eu acabei tomando para mim esse gosto peculiar para magias e misticismo. E quando eu era uma jovem adolescente, existia uma revista chamada W.I.T.C.H. publicada pela Editora Abril que trazia história serializada de um grupo de garotas mágicas que tem como dever proteger portais de uma terra mística. Foi aí, caros leitores, que eu descobri o poder maior dos quadrinhos (para quem era habituada apenas com coisas tipo Turma da Mônica e Mickey clássico, esses quadrinhos abriram horizonte). Peguei, infelizmente, o barco andando, então nunca consegui as primeiras edições na época (e estou pensando em completar a minha coleção como meta — igual fiz com os Ursos da Parmalat, e consegui!). Então na época nunca cheguei a ler na íntegra.  Mas agora, por meios não oficiais, consigo ter acesso a história clássica e resolvi, enquanto espero o primeiro volume do Reboot que será lançado pela Unive...

[Resenha] Cerberus - Livro 1 e Livro 2

Queridos acomodados, hoje venho falar de dois livros que me surpreendeu e me prendeu esses últimos dias.

O autor é Leonardo Monte, um autor nacional e seu livro é Cerberus, respectivamente o livro 1 e 2.

O livro se passa no tempo pós-apocalíptico, digamos assim, e  por algum motivo não mencionado, as criaturas sobrenaturais ficaram todas presas nesse tempo (tipo fantasmas, vampiros, zumbis, demônios), chamados assim de extraplanares. A humanidade foi praticamente extinta e para terem uma esperança de viverem, foi criado escolas onde ensinam a criança a matarem e entender um pouco mais do comportamento dos extraplanares. E assim, quando atingem a maioridade, elas podem sair ao mundo matando e devolvendo os demônios ao inferno.

Dentre as escolas espalhadas no mundo, Cerberus é uma delas, a brasileira. Acho engraçado em um mundo que o conhecimento, tecnologia e tudo foi extinto, ainda se sabem os antigos nomes dos países, como Brasil, America, e outros.

Achei bem bacana a sacada do autor em transformar tudo que é tão normal pra gente hoje em dia, em lendas e contos de fadas. Uma coisa que me chamou atenção foi no livro dois, quando eles estavam na sua "prova de ferro", descobrirem que existiam humanos vivendo nos escombros de uma antiga cidade e ela se chamava "tim" justamente por ter uma placa antiga de propaganda dessa operadora, com merchan e tudo, e os nossos personagens não faziam nem ideia. Eu confesso, essa parte arrancou um sorriso de mim.

A humanidade diminuiu drasticamente após esse acontecimento, como eu disse anteriormente, que não foi explicado com o mundo chegou naquele ponto. Os poucos que sobrevivem tem que lutar realmente para ver o dia seguinte, o alimento é escasso, os animais também que muitos praticam canibalismo. A tecnologia a muito é desconhecida, não existem carros, eletricidade nem nada, tudo que existia antes do que quer tenha acontecido, ficou para trás, como um vago conto de fadas. Literalmente, é um mundo que seguiu em frente depois desse "apocalipse". E mesmo sem as respostas para as perguntas: "o que aconteceu?" "como ficou assim?" "o que os humanos fizeram?" "cadê Deus?" o livro consegue ser formidável.

O primeiro livro, comparado com o segundo é meio massivo e cansativo, mas é necessário para entender boa parte (senão tudo) do segundo livro.

Nos primeiros capítulos é quase uma enciclopédia sobre os extraplanares. Você é apresentado ao bando do Renan e a Cerberus, a escola onde eles chamam de lar.  Aqui também esse bando vivem pequenas, vamos chamar de "aventuras" que nos apresentam um pouco de como a terra ficou depois da aparição dos extraplanares. Não pude deixar de notar a semelhança com Hogwarts em algum ponto. Essas aventuras é só mais para preparar seu coração para o próximo livro, afinal, eu senti a falta daquele sentimento de desespero que você sente quando o personagem está passando por uma crise ou uma situação em que pode perder a vida. Devem se perguntar porque eu senti essa falta, bem, o prologo do primeiro livro é eles depois de saírem da Cerberus, e Renan meio que narra o passado. Então sabendo que todos estão vivos, para que sentirei esse desespero?

Mas esse pequeno vacilo não existe no segundo livro, onde eles se metem em uma encrenca que nem se compara a todas do primeiro livro juntas. Aqui um dos membros pede uma "prova de ferro", que nada mais é um pedido para provar que o bando é capaz de superar sozinho a missão pedida. Mas para cumprir a missão, é preciso trazer a prova de ferro deles. O que no caso deles foi:buscar o diretor desaparecido com vida.

Parece fácil, não é? Mas nem tanto assim. Todo o bando do diretor foi morto, o que sobreviveu para contar a história, chegou quase morto, mas contou que poderia ter a possibilidade do diretor estar vivo, pois o mesmo foi capturado vivo, para ser mantido de refém.

Literalmente, a missão se revelou ser tão difícil e eles tiveram que passar por varias provas de superação deste que saíram de sua escola.


Mas o livro é formidável, o segundo supera mil vezes o primeiro, mas este se prova imprescindível para o conhecimento desse universo de Leonardo Monte. Recomendo conhecerem o universo de Cerberus. Mas só diria uma coisa: eu que não queria estudar nessa escola (risos). 

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