Pode conter spoiler em nível moderado nesse texto, então caso não tenha
assistido nenhum dos dois filmes e não queira estragar seus momentos de
descobertas, aconselho não prosseguir a leitura.
Siga por sua conta e risco, depois não venha reclamar que eu não avisei!
Particularmente estou amando escrever textos diferentes das
resenhas normais. Esses textos podem trabalhar livremente um determinado
assunto da obra sem precisar necessariamente fazer a resenha.
Hoje quero falar da relação de Lucy e Transcedence. São
o mesmo assunto em visões diferentes a ser trabalhados. Aqui vemos a capacidade
humana elevada até o seu máximo.
Os motivos, claro, de cada enredo diferenciam um do outro,
mas uma coisa é certa: ocorre a expansão
máxima do cérebro humano.
Sabemos, deste do fundamental, que só usamos cerca de 20% do nosso cérebro (mesmo que eu custe a
acreditar que algumas pessoas usam tudo isso). Não que o resto do órgão está lá
só de enfeite. Acontece que o cérebro é tão complexo e misterioso, que os
cientistas até hoje não descobriram tudo sobre ele. E ainda tem muitas teorias
e especulações em torno dele e essa dos 20% é uma delas. Mas fica só na teoria,
porque várias pesquisas pelo mundo já foi confirmado que usamos 100% de nosso
cérebro. Se esse mito dos 20% realmente fosse verdade, teríamos a capacidade de pensar igual a de uma cabra.
Nada mais que isso.
Mas apesar de ser uma teoria furada, ultimamente o cérebro
humano tem sido uma ótima faísca para construção de ficções nas telonas e com
isso dois filmes chamaram muita atenção nesse ano: Transcedence e Lucy. Como
falado antes, uma coisa é certa, os dois filmes tratam da expansão da
capacidade humana.
Tirado do limbo chamado Google |
Transcedence começa com o amado Jonny Deep como um professor e cientista que pesquisa sobre a
consciência artificial, um computador que pode pensar e fazer infinitas coisas
que poderiam e muito ajudar a humanidade. Mas um atentado contra ele faz com
que essa pesquisa mude um pouco de caminho, com sua mulher (que também trabalha
na pesquisa) tentando fazer com que transmitem todas as lembranças dele para o
computador podendo manter ele ali, mesmo que o corpo morresse. No ultimo minuto
de vida eles conseguem fazer com que isso acontecesse e o professor fica dentro
da maquina. E por estar em rede, sua consciência expande e ele pode ter "poderes"
que não se podia imaginar antes. Uma mente sem limites, um conhecimento
abrangente sobre tudo, a capacidade elevada a mais de 100%.
Foi bem estranho ver o ator fazendo um personagem mais
normal (para quem está acostumado com ele nos papeis de Willy Wonker, Edward
Mão de Tesoura, Chapeleiro Louco e por ai vai). E com outro ator de peso
contracenando com ele: Morgan Freeman.
Retirado de algum lugar obscuro do Google |
Já em Lucy, o filme mostra o que
aconteceria se um dia conseguíssemos a expansão e controle total do cérebro e a
capacidade corporal (ou seja, praticamente viraríamos um X-men e o professor
Xavier apareceria em nossas vidas para nos recrutar). Por meio de uma droga
sintetizada, que foi feita a base dos hormônios que uma grávida solta no corpo
para estimular o rápido crescimento de seu feto, alguns caras mal encarados com
a vida começam a sintetizar tal hormônio e fazer a nova droga. Acontece que
Lucy, uma "burro de carga" para fazer com que a droga atravesse a
fronteira em seu corpo, tem o saco dela
estourado dentro de seu estomago e a alta concentração desse hormônio em sua
corrente sanguínea produz um avanço significativo de seu metabolismo,
raciocínio e capacidade física e mental de seu corpo.
Sinceramente, Lucy
daria um ótimo quadrinho ou até mesmo série, teria muita coisa para ser
explorada, mas em filme as vezes ficou a desejar.
Também há outra hipótese oculta mas duas obras, que é o
controle sobre as células do corpo e do ser vivo. A "regulagem" sobre
o corpo é perdida, a capacidade corporal do individuo é levado ao máximo,
podendo ter o controle de seu corpo ao nível celular, fazendo com que tenha exímio na cura, controle de força, e até mesmo controle em outros seres
vivos. No caso, Transcedence, o
personagem que tem sua consciência expandida por meio de uma máquina, detém
conhecimento sobre qualquer outro ser vivo, podendo curar problemas genéticos,
problemas ambientais, melhorar a capacidade humana e até mesmo, posteriormente
sintetizar um corpo para ele. Em Lucy, pode-se notar a semelhanças da sua
capacidade aumentada de raciocínio, onde ela muda suas próprias células para
fazer com que vire uma espécie de "computador" e armazene tudo que
ela viveu e conheceu dessa super capacidade mental ser guardada em um pendrive
para os estudiosos estudarem e ela se propagou posteriormente em energia (como
em Transcedence que fica a mensagem
que no fim, ele estava em tudo que ele tinha feito).
Ambos os filmes são puramente ficcionais, mas sei que é só o
começo para termos mais sobre esse assunto nas telonas, cada vez com roteiros
mais elaborados e visuais gráficos mais robustos. Para quem gosta desse tipo de
teoria e ficção cientifica, vale a pena assisti-los e analisá-los
posteriormente.
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