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W.I.T.C.H. || Revisitando os quadrinhos clássicos — Volume 01, Saga Meridian

 Eu sempre gostei de coisas místicas, bruxas, garotas mágicas... Talvez por nascer na sexta, 13, eu acabei tomando para mim esse gosto peculiar para magias e misticismo. E quando eu era uma jovem adolescente, existia uma revista chamada W.I.T.C.H. publicada pela Editora Abril que trazia história serializada de um grupo de garotas mágicas que tem como dever proteger portais de uma terra mística. Foi aí, caros leitores, que eu descobri o poder maior dos quadrinhos (para quem era habituada apenas com coisas tipo Turma da Mônica e Mickey clássico, esses quadrinhos abriram horizonte). Peguei, infelizmente, o barco andando, então nunca consegui as primeiras edições na época (e estou pensando em completar a minha coleção como meta — igual fiz com os Ursos da Parmalat, e consegui!). Então na época nunca cheguei a ler na íntegra.  Mas agora, por meios não oficiais, consigo ter acesso a história clássica e resolvi, enquanto espero o primeiro volume do Reboot que será lançado pela Unive...

Crítica || Lucy e Transcedence: A tecnologia e a expansão da Consciência Humana

Pode conter spoiler em nível moderado nesse texto, então caso não tenha assistido nenhum dos dois filmes e não queira estragar seus momentos de descobertas, aconselho não prosseguir a leitura.
Siga por sua conta e risco, depois não venha reclamar que eu não avisei!

Particularmente estou amando escrever textos diferentes das resenhas normais. Esses textos podem trabalhar livremente um determinado assunto da obra sem precisar necessariamente fazer a resenha.

Hoje quero falar da relação de Lucy e Transcedence. São o mesmo assunto em visões diferentes a ser trabalhados. Aqui vemos a capacidade humana elevada até o seu máximo.

Os motivos, claro, de cada enredo diferenciam um do outro, mas uma coisa é certa: ocorre a expansão máxima do cérebro humano.

Sabemos, deste do fundamental, que só usamos cerca de 20% do nosso cérebro (mesmo que eu custe a acreditar que algumas pessoas usam tudo isso). Não que o resto do órgão está lá só de enfeite. Acontece que o cérebro é tão complexo e misterioso, que os cientistas até hoje não descobriram tudo sobre ele. E ainda tem muitas teorias e especulações em torno dele e essa dos 20% é uma delas. Mas fica só na teoria, porque várias pesquisas pelo mundo já foi confirmado que usamos 100% de nosso cérebro. Se esse mito dos 20% realmente fosse verdade, teríamos a capacidade de pensar igual a de uma cabra. Nada mais que isso.

Mas apesar de ser uma teoria furada, ultimamente o cérebro humano tem sido uma ótima faísca para construção de ficções nas telonas e com isso dois filmes chamaram muita atenção nesse ano: Transcedence e Lucy. Como falado antes, uma coisa é certa, os dois filmes tratam da expansão da capacidade humana.
Tirado do limbo chamado Google

Transcedence começa com o amado Jonny Deep como um professor e cientista que pesquisa sobre a consciência artificial, um computador que pode pensar e fazer infinitas coisas que poderiam e muito ajudar a humanidade. Mas um atentado contra ele faz com que essa pesquisa mude um pouco de caminho, com sua mulher (que também trabalha na pesquisa) tentando fazer com que transmitem todas as lembranças dele para o computador podendo manter ele ali, mesmo que o corpo morresse. No ultimo minuto de vida eles conseguem fazer com que isso acontecesse e o professor fica dentro da maquina. E por estar em rede, sua consciência expande e ele pode ter "poderes" que não se podia imaginar antes. Uma mente sem limites, um conhecimento abrangente sobre tudo, a capacidade elevada a mais de 100%.

Foi bem estranho ver o ator fazendo um personagem mais normal (para quem está acostumado com ele nos papeis de Willy Wonker, Edward Mão de Tesoura, Chapeleiro Louco e por ai vai). E com outro ator de peso contracenando com ele: Morgan Freeman.

Retirado de algum lugar obscuro do Google
Já em Lucy, o filme mostra o que aconteceria se um dia conseguíssemos a expansão e controle total do cérebro e a capacidade corporal (ou seja, praticamente viraríamos um X-men e o professor Xavier apareceria em nossas vidas para nos recrutar). Por meio de uma droga sintetizada, que foi feita a base dos hormônios que uma grávida solta no corpo para estimular o rápido crescimento de seu feto, alguns caras mal encarados com a vida começam a sintetizar tal hormônio e fazer a nova droga. Acontece que Lucy, uma "burro de carga" para fazer com que a droga atravesse a fronteira em seu corpo, tem o  saco dela estourado dentro de seu estomago e a alta concentração desse hormônio em sua corrente sanguínea produz um avanço significativo de seu metabolismo, raciocínio e capacidade física e mental de seu corpo.

Sinceramente, Lucy daria um ótimo quadrinho ou até mesmo série, teria muita coisa para ser explorada, mas em filme as vezes ficou a desejar.

Também há outra hipótese oculta mas duas obras, que é o controle sobre as células do corpo e do ser vivo. A "regulagem" sobre o corpo é perdida, a capacidade corporal do individuo é levado ao máximo, podendo ter o controle de seu corpo ao nível celular, fazendo com que tenha exímio na cura, controle de força, e até mesmo controle em outros seres vivos. No caso, Transcedence, o personagem que tem sua consciência expandida por meio de uma máquina, detém conhecimento sobre qualquer outro ser vivo, podendo curar problemas genéticos, problemas ambientais, melhorar a capacidade humana e até mesmo, posteriormente sintetizar um corpo para ele. Em Lucy, pode-se notar a semelhanças da sua capacidade aumentada de raciocínio, onde ela muda suas próprias células para fazer com que vire uma espécie de "computador" e armazene tudo que ela viveu e conheceu dessa super capacidade mental ser guardada em um pendrive para os estudiosos estudarem e ela se propagou posteriormente em energia (como em Transcedence que fica a mensagem que no fim, ele estava em tudo que ele tinha feito).


Ambos os filmes são puramente ficcionais, mas sei que é só o começo para termos mais sobre esse assunto nas telonas, cada vez com roteiros mais elaborados e visuais gráficos mais robustos. Para quem gosta desse tipo de teoria e ficção cientifica, vale a pena assisti-los e analisá-los posteriormente. 

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