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W.I.T.C.H. || Revisitando os quadrinhos clássicos — Volume 01, Saga Meridian

 Eu sempre gostei de coisas místicas, bruxas, garotas mágicas... Talvez por nascer na sexta, 13, eu acabei tomando para mim esse gosto peculiar para magias e misticismo. E quando eu era uma jovem adolescente, existia uma revista chamada W.I.T.C.H. publicada pela Editora Abril que trazia história serializada de um grupo de garotas mágicas que tem como dever proteger portais de uma terra mística. Foi aí, caros leitores, que eu descobri o poder maior dos quadrinhos (para quem era habituada apenas com coisas tipo Turma da Mônica e Mickey clássico, esses quadrinhos abriram horizonte). Peguei, infelizmente, o barco andando, então nunca consegui as primeiras edições na época (e estou pensando em completar a minha coleção como meta — igual fiz com os Ursos da Parmalat, e consegui!). Então na época nunca cheguei a ler na íntegra.  Mas agora, por meios não oficiais, consigo ter acesso a história clássica e resolvi, enquanto espero o primeiro volume do Reboot que será lançado pela Unive...

[Resenha] O Eterno Barnes

Estou devendo essa resenha já faz mais ano (e realmente estou envergonhada e devo desculpas ao autor Salustiano por essa demora), quando terminei de ler o mesmo. Acontece que o livro foi emprestado e está sumido até esse momento (sim, faz mais de ano que emprestei e ainda não vi nem a cor da capa novamente, então estava meio difícil fazer a resenha com o livro não estando em minhas mãos).

Qual é o preço da imortalidade?

Como qualificar esse livro envolvente e com pensamentos tão profundos?

A história se desenrola com Doutor Barnes, um famoso neurocirurgião que começa a desenvolver uma pesquisa um tanto peculiar na universidade onde trabalha, onde tenta transformar dados cerebrais em arquivos de dados, codificando de modo que qualquer maquina possa copiá-los.

Sinopse: Doutor Barnes, um famoso neurocirurgião, começa a desenvolver na Universidade onde trabalha uma pesquisa científica tentando transformar os dados do cérebro em arquivos de dados, codificando-os de modo que possam ser copiados. 


Com o avanço da pesquisa, acaba conseguindo copiar para o computador todos os dados de memória que formam o ser humano, como suas experiências, suas emoções, suas recordações, enfim, sua vida. Deslumbrado com a descoberta, começa a perceber que estes arquivos possuem uma estrutura totalmente diferente e uma sinfonia divina, e começa a ficar obcecado pela ideia de que seja possível copiar cérebros de um paciente para outro. Ao contrário do que deveria ocorrer, Barnes, cada vez mais, esconde suas pesquisas, pois seu objetivo passa a ser implantar seu próprio cérebro em outro paciente, mais jovem e sadio, pois está acometido de uma séria doença. Busca, desta forma, alcançar a tão almejada eternidade. Para isto, não mede as consequências de seus atos, que passam a ser justificados pela ambição que lhe domina. Conseguirá Barnes o seu intento?


O fato que o autor Salustiano conseguiu um equilíbrio nesse tema para fazer uma narrativa envolvente de pensamentos e analises tão profundos utilizando-se do Doutor Barnes para responder (ou não) alguns questionamentos que temos quando vivos sobre a morte. Como já abri uma pequena discussão (e terreno) para esse assunto na resenha de Mangá Of The Dead, o livro trata de um desejo enraizado em nossa condição humana.

Mesmo fugindo um pouco do assunto, vou abrir um espaço para um raciocínio que tive, logo depois disso vocês entenderão. Meu cachorro morreu recentemente, e já tinha 18 anos (faria 19 nesse ano),e isso me levou a pensar o quanto o tempo de vida de um cachorro é efêmera perto da nossa. A média de vida de um cão ou gato, é 10 anos (alongando até os 20, dependendo da criação e da raça), em relação a nossa que podemos viver normalmente uns 90 anos ou mais um pouco, 10 é apenas um piscar de olhos para nós. Adicionando uma tartaruga para essa lógica, já que eles vivem normalmente mais de 150 anos, a nossa existência nem se compara. A questão é que o tempo é relativo. Podemos achar que vivemos mais em relação a algo, mas sempre há aquilo que vive ainda mais que nós.

E com esse tipo de pensamento,  as vezes vem a angustia e o desejo de ser eterno. De poder viver mais e talvez o medo por saber que um dia essa existência acabará. E com esse desejo, esse medo, essa angustia, o autor faz a base do livro.

Como disse antes da reflexão, Barnes é um neurologista e pelo fascínio para entender mais de seu objeto de estudo, ele entra de cabeça (olha a ironia) em uma pesquisa pessoal. Será que seria possível transferir os dados do cérebro para uma maquina? É uma resposta que ele encontra em suas pesquisas, mas o preço para algo desse tipo realmente valeu a pena ser pago?! É bom tentar superar a morte e a natureza com a ajuda da tecnologia?

O livro mistura ficção médica e alguns pensamentos até que meio filosóficos para construção do maranhado que é a pesquisa e descoberta do Doutor Barnes, que assim como qualquer pessoa, um dia quis achar um meio para se tornar eterno.

O livro há várias frases que chegam a fazer o leitor refletir pelas atitudes e escolhas do protagonista. É uma leitura instigante, tensa e surpreendente. Não posso negar que amei o livro.


E esse só foi o romance de estreia do autor, e foi uma bela estreia. Então isso só é o sinal que a vontade de ler mais obras dele fica impregnado após o termino de "O Eterno Barnes". Realmente espero mais e mais livros de Salustiano. 

Comentários

  1. Muito interessante o elo que o autor fez.
    Parabéns pela resenha.

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    Respostas
    1. Sim, esse livro é perfeito em várias circunstâncias.
      Me arrependendo de ter emprestado, pois eu gosto muito dele, virou um dos meus favoritos.

      Bejinhos =*

      Excluir

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