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W.I.T.C.H. || Revisitando os quadrinhos clássicos — Volume 01, Saga Meridian

 Eu sempre gostei de coisas místicas, bruxas, garotas mágicas... Talvez por nascer na sexta, 13, eu acabei tomando para mim esse gosto peculiar para magias e misticismo. E quando eu era uma jovem adolescente, existia uma revista chamada W.I.T.C.H. publicada pela Editora Abril que trazia história serializada de um grupo de garotas mágicas que tem como dever proteger portais de uma terra mística. Foi aí, caros leitores, que eu descobri o poder maior dos quadrinhos (para quem era habituada apenas com coisas tipo Turma da Mônica e Mickey clássico, esses quadrinhos abriram horizonte). Peguei, infelizmente, o barco andando, então nunca consegui as primeiras edições na época (e estou pensando em completar a minha coleção como meta — igual fiz com os Ursos da Parmalat, e consegui!). Então na época nunca cheguei a ler na íntegra.  Mas agora, por meios não oficiais, consigo ter acesso a história clássica e resolvi, enquanto espero o primeiro volume do Reboot que será lançado pela Unive...

[Resenha] Mangá Of The Dead

É o quarto titulo de mangá de zumbis publicado no Brasil (Highschool of the dead, Resident Evil, Tokyo of the dead). Agora foi a vez da JBC lançar algo do gênero. E inovou!

O titulo mostra que zumbis não precisam só ser o clichê norte americano que tanto faz sucesso nas telonas. Em 8 histórias rápidas, o mangá mostra diversas formas de construir histórias num melhor terror japonês (e não é só terror que predomina, temos comédia e algumas histórias amorosas e dramáticas também). Outra ideia que vale ressaltar, é a diversidade de traços nesse mangá, afinal, cada uma das oito histórias foram feitas por mangakás diferentes.

Então para os fãs ávidos por zumbis, podemos provar que não só de The Walking Dead nós vivemos, e vamos falar mais desse mangá lançado em 2013. E esse mangá aborda um pouco mais do que só "zumbis que comem cérebro" que o cinema americano tentam nos fazer engolir. Mas não é de hoje que sabemos que o terror japonês é bem mais rico e psicológico que o hollywoodiano, temos muito o que aprender ainda. E para mostrar um pouquinho como isso é diferente dos zumbis que estamos cansados de ver no ocidente, vou comentar rapidinho sobre cada uma das oito histórias apresentadas no volume.

And I Love Her
A primeira tem esse nome que seria algo como "E eu amo ela", o que talvez, no final da história seja até uma ironia. Trata de uma situação de característica bem humana. É bem dificil aceitar que seus entes queridos se foram, mesmo estando na cara que aquela criatura não é mais seu familiar. E a história trata disso: de uma família que mesmo com um parente infectado, ainda o quis manter em sua casa e cuidar dele. Mas isso não vai fazer dos zumbis alguém mais humano, então isso é um perigo em potencial. E deve ser muito estranho morar no mesmo teto que uma maquina de comer pessoas.

Dead and Fail to Die
Essa chega a ser triste e te levar a refletir em algum momento dessa história. Conta sobre a vida de dois irmãos que vivem em um mundo que para onde olham tem morte e essas criaturas devorando os vivos. E por causa disso, a vida dos dois mudou completamente. Por algum motivo (que não é explicado), a infecção não foi o fim, mas apenas uma etapa para superarem e dando uma outra oportunidade para eles. Mas depende do leitor saber se tudo isso foi bom ou foi ruim...


Crianças, não vivam com Cadáveres!
Essa foi a que mais mexeu comigo, podem ter certeza. Já é muito ruim só de imaginar você perder tudo caso isso acontecesse um dia no mundo. Ainda mais se forem crianças. Acho que o próprio titulo já entrega o conteúdo dessa história, que é um caso semelhante a situação da primeira história. Mas essa é uma versão ainda mais aterradora e triste, podem ter certeza. E deixa uma dúvida no ar no final dela...

Zumbi
Essa é uma das histórias mais simples (combina com o titulo) e talvez a que mais leva alguém a pensar. Mostra que alguns tem mais sorte na vida do que outros.

O Campo das Almas Mortas
A quinta história desse volume trata de nada mais que outra característica humana que é o desejo de trazer alguém de volta a vida. Em algum momento da sua vida, independente de qual perda você passou ou passará, você terá a vontade de que as pessoas fossem imortais ou que ressuscitassem, principalmente se a perca for precoce (por um acidente ou outra fatalidade). E esse desejo pode fazer algumas pessoas a tentarem achar a resposta disso que é dito como impossível. Mas essa história prova que as vezes nosso desejo egoísta pode causar a nossa própria destruição.

Shonen Zumbie
Uma única dica: por experiência própria não leia esse conto perto de outras pessoas nem lugares públicos. Eu não sabia que cenas podiam me esperar e estava lendo esse mangá num restaurante, onde qualquer um em pé perto da mesa poderia ver as paginas que estava lendo. E posso garantir que os desenhos que mais vão te chocar e fazer você querer se esconder caso alguém olhe estão enormes na página.
O próprio titulo dessa história sugere que ela será cheia de luta, tiro, sangue, mutilação (e quem sabe uns ecchi bem doidaço). Além disso, essa é a única história que podemos dizer que é de comédia, apesar que fiquei tão chocada que não consegui achar a graça.

 Fight of The Living Dead
Essa história superou qualquer outro mangá que tenha um traço esquisito, sério. Talvez não tenha superado o mangá em 5 volumes chamado "Saber Marionette J", porque a anatomia deu tchau nesse mangá. E também, essa foi a que menos gostei (e até diria que é descartável para o volume). Resumindo, conta a história de um homem grosso (espero que ele tenha morrido sendo mordido por um zumbi), e ele era um lutador de MMA e esse seria o dia de uma luta muito importante para ele. E só, é superficial mesmo.

Homem Solvente Orgânico: Organogel
A ultima história faz juz ao dizeres que o melhor vem por ultimo. Tem o melhor traço de todo o mangá, realmente tem um gráfico lindo. E conta a história de uma menina que é caçadora de zumbis e está numa jornada para encontrar seu avô.

O mangá tem um acabamento bem bonito, que compensa o preço de capa (19,90). Tem orelhas (semelhante a um livro) e a experiência de ver vários mangakás com seus traços e características singulares reunidos em uma única obra é espetacular. Vale a pena ter tal volume na coleção (se você ainda não tem).


PS: eu também estou fazendo uma matéria desse mangá na minha coluna Penas e Nanquim no blog As Leituras de Mila e irá ao ar dia 18 de fevereiro (quarta feira da semana que vem). Espero que todos os leitores que gostem de quadrinhos e assuntos relacionados a isso podem ir e acompanhar a coluna lá (toda quarta, mas com a periodicidade de 14 e 14 dias). 

Comentários

  1. Pode até ser bom, mas essa capa...
    Não gostei da capa kkkkkk

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    Respostas
    1. A capa é bem sugestiva ao conteúdo de algumas histórias. Mas a sábia frase sempre está presente: "não julgue um livro pela capa".

      Beijinhos =*

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  2. Eu não sou uma grande fã de terror e zumbis! Mas você está certo, o terror psicológico é um forte do japonês e é muito raro eles pararem para escrever qualquer coisa e não superarem fácil fácil os americanos!

    Tenho uma forte admiração pela cultura japonesa! Amo mangas, só não sou fã de terror, por isso "Of the Dead" não entra na lista. Mas adorei o post!

    Pandora
    O que tem na nossa estante

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. "Mangá Of The Dead" não é só terror, então fique tranquilo em ler sem medo.
      Ele tem comédia, drama, romance e lógico que não poderia faltar um pouco do terror psicológico japonês.

      Procure uma edição e conheça por si mesmo ;)

      Beijinhos =*

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  3. Oi
    Nunca li Manga, parece ser diferente esse. Gostei da sua resenha, pena que nem tenho interesse em ler Mangá.

    momentocrivelli.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Poxa, que pena. Mangás tem de tantos gêneros, que tenho quase a certeza que você arranjaria algum que combine com você!

      Beijinhos =*

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