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W.I.T.C.H. || Revisitando os quadrinhos clássicos — Volume 01, Saga Meridian

 Eu sempre gostei de coisas místicas, bruxas, garotas mágicas... Talvez por nascer na sexta, 13, eu acabei tomando para mim esse gosto peculiar para magias e misticismo. E quando eu era uma jovem adolescente, existia uma revista chamada W.I.T.C.H. publicada pela Editora Abril que trazia história serializada de um grupo de garotas mágicas que tem como dever proteger portais de uma terra mística. Foi aí, caros leitores, que eu descobri o poder maior dos quadrinhos (para quem era habituada apenas com coisas tipo Turma da Mônica e Mickey clássico, esses quadrinhos abriram horizonte). Peguei, infelizmente, o barco andando, então nunca consegui as primeiras edições na época (e estou pensando em completar a minha coleção como meta — igual fiz com os Ursos da Parmalat, e consegui!). Então na época nunca cheguei a ler na íntegra.  Mas agora, por meios não oficiais, consigo ter acesso a história clássica e resolvi, enquanto espero o primeiro volume do Reboot que será lançado pela Unive...

Entrevista com Laisa Couto - Autora de Lagoena

Oi queridos Acomodados do Um Sofá, tudo bem com vocês?

Hoje venho trazer mais uma entrevista (e quem estava com saudades das entrevistas aqui no blog levanta a mão. Certo, agora avisa se levantou a mão nos comentários, porque eu não to vendo ninguém - risos). E a entrevistada dessa vez foi a Laisa Couto, autora do livro Lagoena (livro que estou com muita vontade de ler, diga-se de passagem). Espero que gostem da entrevista. E caso surgirem mais perguntas, curiosidades e também se vocês quiserem sugerir outros autores nacionais, deixem nos comentários.

Um Sofá: É uma honra tê-la como convidada aqui no Um Sofá. Obrigada por nos conceder um pouquinho do seu tempo para essa entrevista.
Laisa Couto: Eu que agradeço a oportunidade de compartilhar um pouco sobre Lagoena com os leitores de Um Sofá À Lareira.

Um Sofá À Lareira: Como surgiu a idéia do livro?
Laisa Couto: Bem, acho que talvez a vontade de escrever algo tenha surgido antes da ideia  de um tema propriamente dito. Já o grande estalo para escrever fantasia veio quando li uma reportagem numa revista falando sobre livros desse gênero, As Crônicas de Nárnia, O Senhor dos Anéis, Eragon, este último escrito por um garoto de 15 anos, eu então com os 18 recém-completados, pensei que deveria logo começar a escrever minha história, então, Rheita, seu avô, Dordi Gornef e o vilão Zhetafar começaram a surgir durante as aulas monótonas do ensino médio.

Um Sofá À Lareira: Como foi criar o livro?
Laisa Couto: Não foi um processo rápido, até que eu conseguisse encontrar o equilíbrio da história e tivesse a maturidade para saber o que era Lagoena, foram 5 anos.

m Sofá À Lareira: Onde tirou inspiração?
Laisa Couto: Acredito que tiro inspiração das pequenas coisas que vejo, nas histórias que ouvi e guardei, lembranças da infância e os livros de fantasia que li, como O Senhor dos Anéis e As Crônicas de Nárnia, e contos de fadas ajudaram a moldar a forma de como eu iria recontá-las.

Um Sofá À Lareira: Quais os seus hobbies quando não está escrevendo um livro?
Laisa Couto: Dormir. rs  Eu gosto de ouvir música, ler ou desenhar.

Um Sofá À Lareira: Quem são as pessoas que mais lhe apoiaram nesse projeto?
Laisa Couto: As pessoas que mais apoiaram eu não tive a oportunidade de conhecer pessoalmente, foram os leitores, sempre. Não. Minto. Conheci uma leitora de quando Lagoena apareceu primeiro na internet no site BookSérie, e lá teve seus primeiros leitores, que acompanhavam cada capítulo postado semanalmente, eles foram importantes para que eu continuasse insistindo e pensasse num futuro para essa história. Quanto à leitora, acabamos descobrindo que éramos quase vizinhas de bairro. A internet às vezes nos prega surpresas.

Um Sofá À Lareira:Você tem autores que lhe inspiram? Quais são?
Laisa Couto: Acredito que para Lagoena – O Portal dos Desejos Tolkien, C.S.Lewis e Lewis Carroll foram muito importante. Cada um tem uma forma muito particular de se expressar através da fantasia. E aos autores anônimos, que espalham histórias pelo vento, eu também as roubo e escrevo minha versão dos fatos.

Um Sofá À Lareira: O que te levou a escrever livros? Da onde surgiu a idéia de se tornar escritora?
Laisa Couto: Foi sem querer, nunca pretendi escrever, tornar-me escritora não era um sonho de criança, foi algo que apenas despertou e de repente de vi tão imersa no mundo das palavras que eu não quis mais sair de lá.

Um Sofá À Lareira: Para você, o que define ser ESCRITOR?
Laisa Couto: Escritor é uma palavra tão formal que às vezes quero fugir de alguma definição, mas posso arriscar algo, ser escritor é sentir a intensidade do mundo e da vida pelas palavras.

Um Sofá À Lareira: Para você, o que é mais gratificante em ser escritor?
Laisa Couto: Quando nossa história ganha vida na mente do leitor e é absorvida com naturalidade, e o nosso faz-de-conta acaba fazendo todo sentido.

Um Sofá À Lareira: Qual o maior desafio de escrever e lançar um livro no Brasil?
Laisa Couto: Escrever um livro depende unicamente do autor, mas o maior desafio não é escrever ou publicar um livro, e sim, ser lido. Aqui no Brasil as coisas estão começando a mudar e tanto público quanto as editoras estão começando a procurar os autores nacionais. Um exemplo é a Editora Draco que só trabalha com brasileiros e revelou autores como Eric Novello e Jim Anotsu que hoje estão sendo publicados pela Gutenberg, um selo da Editora Autêntica que distribui livros para todo país. Porém, ainda não temos um mercado equilibrado, a maioria dos nossos livros nacionais ainda está nas prateleiras de fundo das livrarias.

Um Sofá À Lareira: O que significa “Lagoena” para você?
Laisa Couto: Lagoena é nebulosa para mim, talvez seja um sonho dentro de um sonho, um eco de um pensamento ou o reflexo de um segredo que eu nunca vou descobrir por inteiro. Me sinto tranquila por não ter certeza do que é,  assim o leitor também terá seu próprio significado e pensar em inúmeras possibilidades ou em nada.

Um Sofá À Lareira: Um recado a todos os leitores do blog Um Sofá à Lareira que tem seu sonho de lançar um livro no mercado nacional.
Laisa Couto: Uma das grandes dificuldades de quem está começando é lidar com a própria ansiedade, o que torna o “sonho” de ser publicado mais distante ou um pesadelo. Leiam muito e deixem que a história que estão escrevendo amadureça. Revisar e reescrever é importante, estudar técnicas narrativas também, um editor perceberá esse cuidado e isso só irá valorizar a história e cria maiores chances de seu livro parar numa boa editora. E nunca esqueçam que todos nós somos eternos iniciantes e sempre podemos aprender mais.

Agradeço realmente a Laisa Couto, que é uma fofa e que nos separou um pouquinho de seu tempo para nos falar mais de sua vida e de sua criação.

Querem saber mais sobre o livro? Temos uma pequena prévia dele aqui no blog. E em breve teremos resenha de Lagoena, viu? Mas é segredo ainda u.u


OPS! Não é mais! (risos)

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