Pular para o conteúdo principal

Crítica || A Mansão Mágica

Foto retirada da Internet
Sinopse: Conta a história de um jovem gato, que após ser abandonado na rua, encontra abrigo em uma mansão sombria. Lá vive um senhor de idade chamado Leonardo, que trabalha como mágico e vive rodeado de animais e brinquedos que possuem vida. Ele logo acolhe o gato, adotando-o e batizando de Trovão, para desgosto de seu coelho Zeca e a ratinha Nina, que se sentem ameaçados. Essa dupla planeja algo para expulsar Trovão da mansão, mas logo se vêem em uma situação ameaçadora: Daniel, sobrinho do Leonardo, almeja vender a velha mansão.

Eu vi o filme A Mansão Mágica na segunda passada (10/11) por escolha do meu namorado (já que era o aniversário dele e como gostamos de animação, decidimos ir ver esse filme - apesar que eu tenho que confessar que gostaria de ter visto Interestelar). 

O interessante desse filme é que ele está bem simples, e mesmo assim o gráfico é de maravilhar o telespectador, e confesso, que em alguns momentos do filme, a animação lembrou muito os filmes do Studio Ghibli (que para quem não conhece é um estúdio de animação japonês que já produziu 20 filmes ao longo de sua existência. Surgiu em 1985 e mudou para sempre a história da animação mundial. Foi fundado por Hayao Miyazaki, Isao Takahata, Toshio Suzuki e Yasuyoshi Tokuma. O logo do Studio é o Totoro, personagem do filme Meu Vizinho Totoro – em português-. Mais informações e lista de filmes produzidos pelo Studio pode ser visto no site brasileiro dedicado ao Studio Gibli, aconselho visitarem para conhecer mais, é super interessante e repleto de informações).

Cena dos filmes: "'O Castelo no Céu"; "Meu Vizinho Totoro" e "O Tumulo dos Vagalumes"
Ambos criações do Studio Ghibli
Foto retirada do site brasileiro Studio Ghibli Brasil  

 Com essa informação rápida sobre o Studio Ghibli, quero dizer que as alegorias e magia presente na animação A Mansão Mágica faz com que eu lembre do filme Meu Vizinho Totoro, quem já assistiu a ambos os filmes pode ficar com a mesma impressão, e a quem não viu, fica a dica. Está perdendo uma ótima animação.

Apesar desse encantamento que o filme desperta; ainda mais se assistir em 3D (como foi o meu caso, já que o filme só tinha disponível em 3D), a história do filme é fraca, deixando para alguns entusiastas de animação um pouquinho mais a desejar, mas levando em conta a idade de publico que o filme pretende atingir, é de se esperar uma história simples, sem grandes detalhes e complexidade, apenas para causar o divertimento dos pequenos diante da telona. E sim, ele consegue encantar e prender a atenção das crianças durante todo o filme.

A história é quase toda contada na visão do gato que foi abandonado pela sua antiga família e adotada pelo Leonardo, um velhinho que mora na dita Mansão Mágica. Na hora, lembrei do mangá O Cão Que Guarda as Estrelas, porque conta a história na visão do cão. Mas a diferença aqui, além do publico que é destinado (já que O Cão Que Guarda as Estrelas é um mangá indicado para um publico mais adulto), o mangá conta uma história do gênero drama, enquanto A Mansão Mágica é um misto de comédia com aventura.

A quem ainda for assistir ao filme, dou destaque a cena que o gato Trovão persegue a ratinha Nina pela mansão. Toda a cena foi feita em primeira pessoa, ou seja, a telona mostra você a perseguir o gato e entrar em vários buraquinhos e moveis, correndo as escadas atrás do rato. É espetacular e foi essa cena inicial que me prendeu o resto do filme, deveriam ter explorado ainda mais esse ângulo de visão.
Ratinha Nina e Coelho Zeca
Foto retirada da internet 
 Resumindo, para quem tem filho pequeno, é uma boa pedida aprensentá-los ao universo encantado de A Mansão Mágica, que vai prender a atenção da criança até o fim do filme (particularmente essa é uma das poucas animações que eu vejo que dá para levar uma criança pequenina, sem que ela fique a sessão inteira pedindo para explicar o que tem acontecido na história).

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Resenha || Coven

Vigiada por Lucifer; Requisitada pelo demônio;  Nascida e forjada para a vingança!   Esse livro tem tudo que eu gosto em uma fantasia, o que me chamou atenção e curiosidade logo de cara. Tem bruxas, um coven, hospedeiros (que parecem mais como vampiros/demônios). E uma sede de vingança da nossa protagonista.   O livro me prendeu e eu li tudo numa velocidade absurda – ele realmente rendeu uma boa diversão. Fazia um tempinho que não lia algo que me divertisse tanto assim. Porém, senti que o livro ainda precisa de mais um trabalho nele. Como dizer isso?  Quando a gente para para analisar o enredo,  história, vemos que tem pequenos detalhes que fariam uma boa diferença para a experiência ser ainda melhor. Mas nada que impacta tanto na primeira leitura. Temos a Willow como protagonista, alguém que fora forjada para um futuro escrito em vingança — mas que nem sempre sabe o que está fazendo ou traçando um plano, apesar de sempre nos lembrar que deveria...

Abominável || Crítica

Eu não ia nem falar desse filme, porém me deu um estalo quando comecei meu texto sobre a Família Addams (animação, 2019) . E fiquei pensando que esse filme fala sobretudo sobre como as aparências podem enganar.   Começando pelo próprio Yeti que no inicio do filme parece um monstro abominável, raivoso e agressivo e se mostra um filhote amigável e muito gentil. A bióloga é outra que nos surpreende. Na verdade todos os personagens nos surpreende em algum nível sendo que sempre vão derrubar algum pré-conceito que estabelecemos no início do filme.  O filme tem um gráfico lindo e encantador, cheio de paisagens lindas e de tirar o folego. Tudo bem feito que combina com o filme e a jornada do grupo. E antes de tudo essa é uma jornada de auto conhecimento e descoberta, de amadurecimento dos personagens, principalmente da protagonista que precisar superar o luto. 

Resenha || Corenstein

Tirinhas simples do codidiano da autora. Mostra que o humor ta em pequenas coisas e momentos da vida.  Ela, em seu primeiro volume, trás varias tirinhas aitobiograficas mas que falam muito com a gente. São coisas comuns de cotidiano, que acabam causando uma identificação  rápida com o leitor e arranca boas gargalhadas.  Além disso, a obra conta com falas e entrevistas da autora enquanto ela publicava e escolhia as tirinhas. O mais interessante é que ela começou a investir em criar tiras para a internet no inktober, quando vários artistas tiram o mês para desenhar 1 desenho por dia durante o mês de outubro. Achei fenomenal como esse projeto sempre está incentivando e inspirando artistas do mundo inteiro e fazendo criar coisas fantásticas.