Dia 19, nosso professor Jacques Alastair organizou um Sarau da Psicologia que juntou as 2 turmas do curso. Apresentamos, de forma criativa, temáticas da cultura com o viés da psicologia. Meu grupo aderiu a ideia de trazer um jogral sobre o livro O Médico e o Monstro, falando da dualidade humana entre Jakyll e Hyde, preto no branco, o bem e o mal, luz e sombra. Os desejos reprimidos do Dr. Jekyll dá origem ao cruel e impiedoso Hyde, uma transformação grotesca e personificação do mal mais pecaminoso da humanidade. Entre indas e vindas de transformações, o Jekyll se vê em uma situação onde não mais controla seu outro eu voluntariamente, deixando a transformação dominar-se em uma catarse prazerosa. Mas precisamos entender que o ser humano não é de extremos, mas um ser mais complexo que duas faces do mesmo eu. Vestimos personas, máscaras para viver em sociedade, sublimando nossos desejos e energia para ser aceitos na moral dessa comunidade. Mas até onde isso é saudável?
| Foto retirada da Internet |
Sinopse: Conta a
história de um jovem gato, que após ser abandonado na rua, encontra abrigo em
uma mansão sombria. Lá vive um senhor de idade chamado Leonardo, que trabalha
como mágico e vive rodeado de animais e brinquedos que possuem vida. Ele logo
acolhe o gato, adotando-o e batizando de Trovão, para desgosto de seu coelho
Zeca e a ratinha Nina, que se sentem ameaçados. Essa dupla planeja algo para
expulsar Trovão da mansão, mas logo se vêem em uma situação ameaçadora: Daniel,
sobrinho do Leonardo, almeja vender a velha mansão.
Eu vi o filme A
Mansão Mágica na segunda
passada (10/11) por escolha do meu namorado (já que era o aniversário dele e
como gostamos de animação, decidimos ir ver esse filme - apesar que eu tenho
que confessar que gostaria de ter visto Interestelar).
O interessante desse filme é que ele está bem simples, e
mesmo assim o gráfico é de maravilhar o telespectador, e confesso, que em
alguns momentos do filme, a animação lembrou muito os filmes do Studio Ghibli (que para quem não conhece
é um estúdio de animação japonês que já produziu 20 filmes ao longo de sua
existência. Surgiu em 1985 e mudou para sempre a história da animação mundial. Foi
fundado por Hayao Miyazaki, Isao Takahata, Toshio Suzuki e Yasuyoshi Tokuma. O logo do Studio é o Totoro, personagem do filme Meu Vizinho Totoro – em português-. Mais
informações e lista de filmes produzidos pelo Studio pode ser visto no site brasileiro dedicado ao Studio Gibli,
aconselho visitarem para conhecer mais, é super interessante e repleto de
informações).
| Cena dos filmes: "'O Castelo no Céu"; "Meu Vizinho Totoro" e "O Tumulo dos Vagalumes" Ambos criações do Studio Ghibli Foto retirada do site brasileiro Studio Ghibli Brasil |
Com essa informação rápida
sobre o Studio Ghibli, quero dizer
que as alegorias e magia presente na animação A Mansão Mágica faz com
que eu lembre do filme Meu Vizinho Totoro,
quem já assistiu a ambos os filmes pode ficar com a mesma impressão, e a quem
não viu, fica a dica. Está perdendo uma ótima animação.
Apesar desse encantamento que o filme desperta; ainda mais
se assistir em 3D (como foi o meu caso, já que o filme só tinha disponível em
3D), a história do filme é fraca, deixando para alguns entusiastas de animação
um pouquinho mais a desejar, mas levando em conta a idade de publico que o
filme pretende atingir, é de se esperar uma história simples, sem grandes
detalhes e complexidade, apenas para causar o divertimento dos pequenos diante
da telona. E sim, ele consegue encantar e prender a atenção das crianças
durante todo o filme.
A história é quase toda contada na visão do gato que foi
abandonado pela sua antiga família e adotada pelo Leonardo, um velhinho que mora na dita Mansão Mágica. Na hora, lembrei do mangá O Cão Que Guarda as Estrelas, porque conta a história na visão do
cão. Mas a diferença aqui, além do publico que é destinado (já que O Cão Que Guarda as Estrelas é um mangá
indicado para um publico mais adulto), o mangá conta uma história do gênero drama,
enquanto A Mansão Mágica é um misto
de comédia com aventura.
A quem ainda for assistir ao filme, dou destaque a cena que
o gato Trovão persegue a ratinha Nina pela mansão. Toda a cena
foi feita em primeira pessoa, ou seja, a telona mostra você a perseguir o gato
e entrar em vários buraquinhos e moveis, correndo as escadas atrás do rato. É espetacular
e foi essa cena inicial que me prendeu o resto do filme, deveriam ter explorado
ainda mais esse ângulo de visão.
| Ratinha Nina e Coelho Zeca Foto retirada da internet |
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