Eu sempre gostei de coisas místicas, bruxas, garotas mágicas... Talvez por nascer na sexta, 13, eu acabei tomando para mim esse gosto peculiar para magias e misticismo. E quando eu era uma jovem adolescente, existia uma revista chamada W.I.T.C.H. publicada pela Editora Abril que trazia história serializada de um grupo de garotas mágicas que tem como dever proteger portais de uma terra mística. Foi aí, caros leitores, que eu descobri o poder maior dos quadrinhos (para quem era habituada apenas com coisas tipo Turma da Mônica e Mickey clássico, esses quadrinhos abriram horizonte). Peguei, infelizmente, o barco andando, então nunca consegui as primeiras edições na época (e estou pensando em completar a minha coleção como meta — igual fiz com os Ursos da Parmalat, e consegui!). Então na época nunca cheguei a ler na íntegra. Mas agora, por meios não oficiais, consigo ter acesso a história clássica e resolvi, enquanto espero o primeiro volume do Reboot que será lançado pela Unive...
Queridos leitores do Um Sofá, hoje mais uma vez vamos
conferir mais uma obra na coluna Selo Tupiniquim. E dessa vez, nada melhor que
o próprio autor da obra para nos contar, em uma mini-entrevista, o que se trata
VERMo.
Um Sofá À Lareira: Como surgiu a obra?
Thiago Lima: A VERMo surgiu quando eu tava vendo TV depois de dias
trabalhando sem sentar na sala.
Peguei meu pai vendo um programa parecido com Brasil Urgente,
Linha Direta etc. Programas que lucram com o desespero alheio e te deixam
inerte, fazendo pensar que o mundo todo é assim. Fazendo pensar que não
tem como mudar nada. Apenas assistir. Notei (ha um bom tempo) que esses
programas estão cada vez mais freqüentes,
a banalização da informação e sua manipulação também é descarada. Em toda a TV.
A televisão saiu do "status" de lazer para um "prenuncio
da desgraça" por todos os lados. O desespero virou dinheiro. Mas quem está
desesperado de verdade? Nós, ou esse modelo gago de televisão?
Informação = Poder, mas quem dá poder a quem?
Um Sofá: como
foi criar a obra?
Thiago Lima: Poxa, foi difícil! Muito difícil!!!! Eu desenhei e finalizei-a
em um tablet comum, desses de uso pessoal. Era o que tinha na mão, entende?
Então pensei "vai você mesmo'!
Baixei o Sketchbook Pro para tablets e fui... e caramba,
cansei de arte finalizar e apagar, arte finalizar e apagar...até chegar ao que
queria!
Um Sofá: da
onde tirou inspiração?
Thiago Lima: Da raiva! De ser manipulado na cara dura! Dessa Zorra Total
que está o País! Da seqüência infinita de bordões que virou nossa cultura.
Então queria fazer algo que fizesse as pessoas pensarem,
discutirem e mostrarem outros lados da moeda, que eu também não estou vendo.
E atingir o maior número de pessoas possível!
É importante dizer que, embora a HQ não tenha como fugir do
cunho político, essa não foi, não é e não será minha intenção.
Usar disso pra favorecer ou desfavorecer alguém seria
ridículo da minha parte.
O autor de VERMo é o Thiago Lima, formado em Publicidade e
Propaganda pela PUC-MG. Também é Técnico em Comunicação Visual pelo Instituto
de Arte e Projeto de Minas Gerais. Tem diploma de Desenho Básico e Avançado
pela Casa dos Quadrinhos. Estudou também na Fábrica de Sonhos (ambas em Belo
Horizonte).
Atualmente é professor de desenho no interior de MG. E VERMo
é sua primeira obra em quadrinhos, pelo menos a primeira que ele divulga, pois
antes só fazia para si, histórias curtas que aproveitava para estudá-las.
VERMo está sendo financiado 100% no Catarse. O quadrinho
sairá pela Editora Devaneio, a mesma que publicou Hurulla, que já foi comentado aqui no blog.
Restam um pouco mais de 10 dias para terminar o
financiamento, mas esperando que VERMo consiga atingir seus objetivos.
Para mais informações: blog da obra e a fanpage dela. Também
tem o financiamento do Catarse.
Sobre a Coluna Selo Tupiniquim:
Selo Tupiniquim surgiu em setembro de 2013 como uma coluna exclusiva do Um Sofá, para que seja divulgado projeto 100% nacional (seja ele livros, games virtuais ou de tabuleiro, quadrinhos, filmes). O nome veio do termo Tupi, que é um povo indígena brasileiro que habitava nosso território, porem, no português coloquial é usado como sinônimo de brasileiro. Ou seja, se é brasileiro é tupiniquim! Lembrando que podem se inscrever os autores que tiverem interesse ou fãs que querem ajudar algum projeto a ganhar mais divulgação, sendo preenchido no formulário disponível no link (ou deixando um e-mail para entrarmos em contato nos comentários).
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Beijinhos da Miaka-chan =*


Olá Questão. Tudo bem?
ResponderExcluirVou fazer o download em breve da sua HQ e resenhar aqui, então aguarde.
Vou querer ganhar uma edição do volume impressa também (risos).
Agora você me deu mais um motivo de ir para o Matsuri, vou lá conferir seu trabalho a venda (e quem sabe dá tempo para fazer uma entrevista para o vlog?)
Beijinhos =*
Volte sempre
Miaka Freitas