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[Resenha] Chico Bento Moço #12

Até que fim chegou o tão aguardado crossover do Chico Bento Moço com a Turma da Mônica Jovem. E só tenho uma coisa a ser dita: está melhor que os últimos dois anos da TMJ.

AVISO!!
Para quem quer ver a resenha da primeira edição do Chico Bento Moço, é só ir nesse link.
Spoiler nível leve a moderado

A edição 12, completa 1 ano de Chico Bento na versão mais jovem e madura (e não menos cheia de aventura). Tenho a péssima noticia de dizer (tanto para vocês, quanto para mim mesma) que eu não tenho acompanhado a coleção de Chico Bento Moço, tendo apenas a edição #1 e atualmente acrescentado a edição #12. Mas não é por querer, pois quero muito, mas não dá para acompanhar tudo que sai nas bancas. Mas ficarei sempre de olho para ter todas as que considero importantes na estante. E um crossover entre as duas turmas eu considero bem importante. Tão importante que merece destaque aqui no Um Sofá.

A edição tinha um grande desafio que é unir o universo mais adulto do Chico (onde ele já freqüenta a faculdade, já tem outras responsabilidades, está em outra cidade) e o universo da turminha do ensino médio do Bairro do Limoeiro. E posso dizer que esssa edição conseguiu superar as minhas expectativas. Em mais de 2 anos de TMJ, essa edição de Chico Bento conseguiu ter uma aventura que eu considero bem melhor que todas as atuais que a TMJ entrou.

O enredo do volume me lembrou um outro filme chamado “Fim dos Tempos”, onde conta que as plantas estavam soltando no ar uma toxina que faria os humanos terem seus sentidos confundidos e se matarem. É como se instalasse um vírus no cérebro humano que confundisse a maquina e o fizesse se destruir. É como se fosse a defesa da natureza contra a proliferação de uma praga. Lembram das nossas aulas no ensino médio de biologia? Onde há plantas que consegue desenvolver em sua estrutura química substancias para combater pestes e pragas de modo eficaz? Foi isso que aconteceu no filme (eu prometo uma resenha melhor dele em breve).

E como disse que era parecido com o filme, vou lhe dizer porque: um vilão ressurge para atormentar o mundo (e não, não é o Poeira Negra). E cria uma maneira de fazer com que todos do planeta durmam. E é missão da turma deter o que está acontecendo. Chico Bento, que já sabe mais ou menos o que pode está acontecendo, vai a procura de Mônica e os outros para que possam lutar contra esse mal e impedir o plano desse vilão.

Qual foi a minha surpresa ao ver que o Mauricio resolveu desenterrar um vilão chamado Dr Spam. Esse mesmo cara apareceu pela primeira vez na edição “Mônica nº 233” da Editora Globo (antiga eu sei, tive que ir lá na minha coleção antiga procurar essa edição, mas como tudo é catalogado, ficou fácil encontrar). Esse vilão, para quem não teve a oportunidade de ler a primeira edição em que ele apareceu, é resultado de um distúrbio (vamos nomear assim) de dupla personalidade do pacato Professor Spada.

Professor Spada é calmo, formado em informática, gosta de lecionar e trabalha como técnico de informática. Mas quando é exposto a muito estresse, ele acaba por liberar um seu outro “eu” que é o malvado e horripilante Dr Spam. (Spam vindo do nome daqueles arquivos que chega no computador e que trás problema que só).

Enfim, eu o considero um dos vilões mais interessantes (e inteligentes) da Turma da Mônica. Interessante porque tudo que ele faz tem uma base cientifica por trás e inteligente justamente porque não é um plano mirabolante e fantasioso.

Como não quero soltar spoilers – risos-, não vou contar o que ele aprontou dessa vez, mas como disse, parece muito com o filme “Fim dos Tempos”, mas em vez de se suicidarem, eles caiem em um sono profundo (como se estivessem hibernando, o que se descobre que é de fato).

Interessante, inteligente e bem dinâmico o desenvolver da história, esse Chico Bento #12 virou uma das melhores aventuras envolvendo a TMJ. Ficaremos de olho em mais edições assim (e pode ter certeza que edições com ficção científica e fantasia está fazendo muita falta na TMJ atual).

Chico Bento Moço #12 – Mauricio de Sousa

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