Eu sei, eu sei. Serei massacrada com esse texto. Mas preciso falar e até desabafar. Tenho esse blog há 14 anos, comecei em 2012, onde tudo era mato, não existia inscrições de parceria anuais com editoras, autor nacional nem era tão disseminado assim, quase não existia publicação independente de largo alcance nacional e nem Amazon tinha no Brasil vendendo ebook. Sim, tudo mato a ser desbravado. E nessa época, onde as coisas começavam a engatinhar, editoras mandavam livros pontuais a alguns blogs e criadores de conteúdo publicar textos sobre o livro. Como faziam com jornalistas também. Não existia criação para redes sociais, nem o Instagram existia e YouTube era só um repositório de vídeos comuns – sem a grandeza de produções de conteúdo como hoje. E também tinha os autores nacionais começando a despertar para divulgações nacionais. Entravam em contato com blogs que gostavam, que poderia ter afinidade com o gênero do livro e enviava o mesmo para o criador ler e fal...
Primeiro quero pedir desculpas por não trazer de antemão
esses títulos compactados nessa postagem do “Dose Dupla”. Mas, quando li o Puny
Parker (deixando claro que eu tive o primeiro contato com as obras de Vitor Cafaggi lendo o 2º volume de Valente, quando o achei para venda numa
banca de revista) percebi semelhanças e tive as mesmas emoções despertadas em
ambas as leituras, não há como, na minha concepção, separá-los agora.
E é perfeito. Vale muito a pena a leitura de ambos os títulos.
O autor, como citei anteriormente, é o Vitor
Cafaggi (que já até deu uma entrevista para o Um Sofá) e foi um dos
co-autores da Graphic MSP Laços, já
que a autoria foi uma parceria dele com sua irmã Lu Cafaggi.
Vou começar falando de Puny Parker.
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| (retirado da web) |
Valente (abrange os títulos “Valente por Opção” e “Valente
Para Todas”)
Até o momento só pude ler duas das três obras de Valente publicada. Encontrei por acaso
(depois de muito escutar sobre a obra entre os outros adm’s da Mangás Brasil) em uma banca de revista e
resolvi comprar o volume 2 que estava lá. Apesar de parecer estranho iniciar a
leitura a partir do volume 2 de uma coleção, aqui corre o principio que são
tirinhas quase independentes uma das outras. Apesar de serem tirinhas, elas tem
uma história linear a ser contada (quem leu Hetalia
ou K-On sabe muito bem o que eu estou
tentando falar).
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| Foto do Acervo Pessoal |
Sem falar que cada volume vem um resumo básico de tudo que
aconteceu até ali (como tem em inúmeros mangás por ai). E esse resuminho que me
fez entrar nos eixos da leitura sem ter perdido muita coisa, apesar claro, que
quero o volume 1 para ler).
Como dito anteriormente, eu comprei Valente por ter tido algumas indicações do quão a obra era boa.
Pelo que eu me lembre, já tinha passado pelo volume algumas vezes sem dá o
devido valor e atenção que ele merecia. Quando ouvia o pessoal falando dele no WhatsAPP
e no Fcebook, confesso que achei que era algo bem cheio de ação, como se fosse
uma história de soldados. Mas não. Valente
é o nome do personagem principal, que adivinhem? É um cachorro.
Aqui o ambiente foi feito de animais, é pessoas só que com características
de animais (para simplificar as coisas e deixar você entendendo aonde eu quero
chegar). Faz o tipo de check-list, pois conta vários acontecimentos do
dia-a-dia do Valente, o que deixa a
leitura muito natural. E o que conquista o leitor é o quão azarado na vida
amorosa esse cãozinho pode ser. Ele consegue ser bem desastroso quando o
assunto são garotas.
Outra personagem que te encanta é a irmã caçula de Valente, a qual sempre dá conselhos
amorosos, as vezes meio bizarros, para o irmão. Também temos a melhor amiga de Valente, que deste de sempre tem o seu
namorado e tenta ajudar o Valente em
variadas situações. Valente é um típico estudante nerd de ensino médio, que
joga RPG de mesa, vídeo game e gosta do Rock. O volume 4 está previsto sair
ainda em 2014. Estou cheia de ansiedade por mais um volume da aventura de nosso
cãozinho Valente.
O que Valente e Puny Parker tem em comum?
Peter e Valente tem a mesma essência, praticamente a mesma visão do mundo,
personalidades parecidas. Isso aproxima e muito as obras. Eu não sei explicar
muito bem, mas todos os trabalhos de Vitor
Cafaggi (os que eu conheço até então) tem o mesmo ar, a mesma atmosfera. Quando
se conhece os trabalhos dele, você percebe esse traço, e eu não estou falando
apenas do desenho físico, digo traço falando do sentimento e das características
únicas que ele deixa transbordar no papel.
Posso ser uma menina (já que muitos pensam que menina se
emociona fácil e chora por qualquer coisinha), mas não é toda obra que me faz
derramar lagrimas, principalmente quando essas são de alegrias por conquistas
dos personagens e outras coisas. Você realmente se envolve e se encanta com os
personagens.
Se você gostar de Puny Parker, tenha
certeza que irá se apaixonar por valente e vice-versa.
PS: Enquanto estava escrevendo essa postagem, meu Valente nº
1 chegou em casa. Obrigada em especial ao amigo Cássio Campos que me enviou
Valente nº 1 e Duo.tone. Então essas obras vão ficar para outra oportunidade em
serem resenhadas aqui no Um Sofá.

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