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[Diário de Leitor] As Duas Faces do Destino



Como disse, esse livro vai abrir mais uma sessão diferente de resenha. Ao ler esse livro tive a idéia de fazer algo mais diferente ainda. Então porque não colocar em pratica logo quando estou lendo o livro que deu a idéia?

Dessa vez não será Dose Dupla, nem Impressões, muito menos Resenha comum. Será Diário de Leitura. Isso mesmo, vou fazer algo como Impressões, mas ao longo da leitura, por dias até seu fim.

1º Dia.
Comecei o livro, assim que terminei o Os Segredos de Landara. Deste da capa, tive minhas primeiras impressões. Lendo a sinopse então... Melhor nem falar.

O livro, realmente é com um embasamento forte na ciência, o próprio autor deixa bem claro quando começamos a ler o livro. “preservando a proximidade adequada para com a verdade de modo a transmitir ao leitor a sensação de estar diante de uma hipótese fantástica e nunca de um ridículo absurdo.”, com essa frase logo na Nota do autor, no inicio do livro, dá para esperar mais sobre respeito às teorias de física, química e demais áreas da ciência, no qual a viagem será bem diferente do que Guia do Mochileiro das Galáxias, oferece em seu absurdo de ciência, porem ótimo.

Como disse, criei e estou criando muitas expectativas em torno do livro, mas quando comecei a ler, percebi que seu embasamento lembrou-me vagamente livros como os de Dan Brown, onde temos todo aquele mistério ficcional sobre algo realmente existente e estudado em nossa realidade.

2º Dia.
Duas Faces do Destino é uma versão mais cientifica do Guia do Mochileiro das galáxias. Essa é a impressão que tenho ao ler um pouco mais de 50 paginas da história.

A estrutura da narrativa lembrou-me o Guia, que sempre mesclava partes do livro de referência ao mochileiro e a história que está sendo contada. E ambas das partes sempre estão entrelaçadas. Uma quase sempre depende da outra para ser entendida. E é isso que Landulfo apresenta em sua narrativa.

Bruno, seu protagonista, se identificou comigo (risos, na verdade fui eu que me identifiquei com ele). As mudanças são feitas para sermos felizes, não importa se serão extremas. Talvez esse seja o melhor conselho que já me deram nessa vida. Talvez, assim, eu já não apenas sobrevivo e passo a viver a cada dia. Espero que o Bruno também faça isso.

3º Dia.
Já estou no terceiro dia de leitura e vejo o quanto complexo é a estrutura do texto. Não digo em termos de palavras de difícil entendimento, mas pelo fato de ser tão detalhista na narrativa. A cada linha aprendo realmente um pouco de física e sobre a bolsa de valores, por exemplo. Agora deu vontade de aplicar dinheiro (risos). Nada do que é apresentado foge do que comprovamos na ciência. E os personagens conseguem se encaixar perfeitamente em tudo apresentado sem precisar serem cientistas (logo no inicio da história). É uma ótima ficção para quem já estava cansado dos absurdos fora da física nos clichês da ficção estrangeira e brasileira.

“Enfim ‘o mundo estava acabando’, era ‘pior que a crise de 1929’, e outros potenciais exageros. Achava aquelas comparações inúteis, eram mundos e séculos diferentes, logo as conseqüências dos problemas e as prováveis soluções também.” Pagina 43.

Essa frase chamou-me atenção porque, de fato, muitas coisas alem disso são pura comparação da mídia. Não tem como comparar pais x com y, a realidade é diferente, assim como as crises, guerras e por ai em diante. Mas já é a mania do ser humano fazer esse tipo de comparações, o que lembra nossas mães que sempre dizem “Você não é todo mundo”, quando dizemos que fulano ou cicrano aprontou o mesmo que a gente e não levou carão.

Outra parte que li recentemente e me chamou atenção, são as propostas dada por Adrianna, a companheira recente de Bruno, sobre segurança, política e educação. Também tenho a mesma visão que ela em vários aspectos e em outros ela me fez amadurecer idéias. Aprendendo muito com o livro, mesmo sabendo que ainda não cheguei nem perto do que ainda está por vim! 

Continua...



Comentários

  1. Muito bonito, adorei a sua escrita. Não é qualquer um que escreve assim, você tem um dom :). O jeito que você se expressa, a sua interpretação, a harmonia que você tem em relação aos sentimentos do autor, é tudo tão mágico. Aqui temos uma grande escritora ;). Bjs

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