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W.I.T.C.H. || Revisitando os quadrinhos clássicos — Volume 01, Saga Meridian

 Eu sempre gostei de coisas místicas, bruxas, garotas mágicas... Talvez por nascer na sexta, 13, eu acabei tomando para mim esse gosto peculiar para magias e misticismo. E quando eu era uma jovem adolescente, existia uma revista chamada W.I.T.C.H. publicada pela Editora Abril que trazia história serializada de um grupo de garotas mágicas que tem como dever proteger portais de uma terra mística. Foi aí, caros leitores, que eu descobri o poder maior dos quadrinhos (para quem era habituada apenas com coisas tipo Turma da Mônica e Mickey clássico, esses quadrinhos abriram horizonte). Peguei, infelizmente, o barco andando, então nunca consegui as primeiras edições na época (e estou pensando em completar a minha coleção como meta — igual fiz com os Ursos da Parmalat, e consegui!). Então na época nunca cheguei a ler na íntegra.  Mas agora, por meios não oficiais, consigo ter acesso a história clássica e resolvi, enquanto espero o primeiro volume do Reboot que será lançado pela Unive...

[Resenha] Cinqüenta tons mais escuros




*Contem spoiler. Se ainda não conheceu a obra ou não quer estragar uma futura leitura, aconselho a não ler o texto abaixo. Agradeço a compreensão. *

Olhos cinzas. Perdidos em cinqüenta tons.

Mergulhando cada vez mais escuro em seu passado.

Quase não iria ler a continuação de “cinqüenta tons de cinza”. Apesar do livro ter me agrado, não conseguiu despertar o interesse necessário para procurar ler a continuação. Mas, como consegui o segundo livro da trilogia emprestado, eu li.

Os nomes dos livros sempre tem uma lógica por trás (obviamente), mas só caiu a ficha para mim depois da leitura desse segundo livro. Foi com ele que comecei a me situar melhor na história (talvez fosse lerdeza da minha parte).

Em “Cinqüenta tons mais escuros” Christian consegue ser ainda mais encantador do que no primeiro livro, além de ser mais perturbado (o que me parecia ser impossível). Quando um cara diz que escolhe as garotas morenas porque se parecem com a mãe drogada e prostituta dele e que adora açoitá-las, você já deve perceber que o cara não é bom da cabeça. Você está com ele a menos de um mês e ele te pede em casamento, você não deve chegar e aceitar tudo como se fosse a coisa mais normal do mundo. Mesmo se ele for rico e poderoso. Não se casamos com alguém que adoraria açoitar e bater na sua mãe e que te perseguiria até o inferno só para poder te amordaçar e te açoitar.

Separei dois trechos do livro, quando eles “anunciam” o casamento para os pais de Anastásia.
Ray permanece em silêncio do outro lado da linha.
- Você já contou à sua mãe?
- Não.
- Annie... eu sei que ele é rico e é um bom partido e tal, mas casar? É um passo tão grande. Você tem certeza?
- Ele é meu “felizes para sempre” – sussurro.
- Uau – diz Ray depois de um momento, o tom mais suave.
- Ele é meu tudo.
- Annie, Annie, Annie. Você é uma jovem tão obstinada. Peço a Deus que você saiba o que está fazendo. Passe o telefone de volta para ele, sim?
E logo após, ela avisa sua mãe.
- Mãe, diga alguma coisa.
- Você não está grávida, está, Ana? – sussurra, horrorizada.
- Não, não, não é nada disso.
 Meu coração se enche de decepção, e eu fico triste que ela pense de mim. Mas então, com uma onda de sofrimento, eu me lembro que ela estava grávida de mim quando se casou com meu pai.
- Sinto muito, querida. É só que isso é tão repentino. Quero dizer, Christian é um partidão, mas você é tão jovem, e você deveria ver um pouco do mundo.
- Mãe, você não pode simplesmente ficar feliz por mim? Eu o amo.
- Querida, eu só preciso me acostumar com a idéia. É um choque. Dava para ver na Geórgia que havia algo de especial entre vocês dois, mas casamento...

Creio que por esses trechos, entendam o que eu venho dizer. Primeiro, não leiam ofensas neste meu texto, não quero ofender nem historia, nem autor, nem fã da trilogia. Só que, como leitora, tenho meu direito de opinar sobre o que li, e como blogueira, posso sim publicar meu texto aqui nesse veiculo de “imprensa”. Como estava dizendo, nesses trechos, percebe-se que os pais de Ana são bem mais ajuizados do que a própria filha (mesmo que a semelhança entre esses pais e os pais de Bella Swan não sejam mera coincidência, esses parecem ainda mais ajuizado do que os mesmo de Crepúsculo). Se ainda me recordo, Ana e Grey estão apenas um mês e pouco juntos, na metade desse tempo ele queria que Ana fosse sua submissa (literalmente em seu significado), e a garota tinha aceitado.

Esse livro, nada mais é, em todas as suas paginas, um livro pornográfico. Sim. Apenas isso, talvez fosse isso que causou o maior rebuliço e criticas negativas na blogosfera. Creio que erótico e pornográfico tenha suas diferenças, mesmo que as vezes se tornam sutis. Eu já disse uma vez, num conto que escrevi, que erotismo nada tem a ver com pornografia... Erotismo é sensual e impar. Pornografia é algo verdadeiramente primitivo. Tendo isso em mente, cinqüenta tons nada mais é uma pornografia, sendo disfarçada como algo romântico (já disse Felipe Neto). Ouvindo o vídeo dele recentemente, lembrei de uma conversa com um colega que disse que não achava graça em ver pornografia. O diálogo não tem graça, é mais ou menos um cara chegando, elogia o sapato da moça e convida para fazer sexo. É assim que estava vendo Cinqüenta tons.  Porém, como disse, li a continuação, pois me emprestaram, então, se perdi tempo para ler o primeiro, vou ver se melhora ou piora no segundo.

Diferente do primeiro, o segundo livro, meio que tem uma “ação” acontecendo. Temos uma ex-submissa de Christian, perturbada (o que não é novidade, porque todos do livro tem um parafuso a menos na cabeça), solta pela cidade, se esgueirando (conseguindo fugir do Taylor, um guarda costas do Christian que gosta muito de frisar em cada capitulo do livro que Taylor é um ex-militar e que, por algum motivo, não consegue lidar com uma amadora que está solta por ai com uma arma, que rende e ameaça a segurança do seu padrão).

Como disse na resenha anterior, Anastásia é um “porre”. E consegue ainda ser mais enjoada e besta no segundo volume. É tão insegura de si, que acha que pode perder o cara mais perturbado de Seattle para uma ex-submissa dele que está “pirando na batatinha”. Isso sem falar de sua eterna falta de juízo, onde se mete em situações que qualquer ser humano consciente sairia correndo. Não falo apenas do “relacionamento” mascarado como romântico entre ela e Christian, mas também da situação de morte eminente que todo o inicio do livro se direcionava. Mas, poxa, eu to sendo perseguida por uma louca com uma arma solta por ai, que um ex-militar não consegue localizá-la, ela invade meu apartamento, o apartamento de Christian, me ver dormindo, mas eu procuro a policia? Não, eu vou fazer sexo com esse homem rico, ah, e aceitar o pedido de casamento dele.

Desculpe, as criticas e as ironias presentes nesse texto, isso se você ainda estiver lendo, mas é porque ainda estou meio absorta com as atrocidades que li neste segundo livro da trilogia. Mas, parando de divagar por essas palavras e voltando para minha resenha, ou sei lá o que escrevo, eu ainda acho ajuizado isso tudo que acontece. Se coloca na situação: você se casaria com um cara que conhece por um mês? Sua resposta seria um não, eu acho. Casaria, se o relacionamento de vocês fosse SÓ sexo? Acho que não é o suficiente para trocar votos de casamento. E se o cara fosse rico? Talvez, alguns, até ficariam encantados, mas ainda seria um não. E você aceitaria um casamento com um cara que diz escolher as submissas que se parecem com a mãe prostituta dele?

Apesar de toda essa perturbação que é o Senhor Grey consegue ser mais romântico que seu livro anterior, o que faz pensarmos o quanto o amor pode mudar alguém. Acho que, quando alguém realmente ama uma pessoa, ela é capaz de mudar, por livre e espontânea vontade, para ficar com alguém. Não é querer ser perfeito, porque ninguém é perfeito, mas é tentar, todo dia, ser alguém melhor para quem se ama. Ver o quanto Grey se preocupa com isso, trás até esperanças para a população masculinha em geral.

Terminando toda essa impressão do livro erótico, eu venho deixar minha avaliação final da obra. Não falarei que é 5 estrelas, excelente, ou gênero. Até porque não trabalho com notas no blog. É... Interessante, pelo seu lado e gênero. Acho que um pornô diferente (deve ser o primeiro livro que li desse gênero, não me condenem), mas por trazer um romance água-com-açucar teve sim seu quê de individualidade nas prateleiras das livrarias, e isso ajudou muito para sua fama (mesmo que polemica) entre os leitores.

Não será agora, mas futuramente assim que tiver tempo e pegar o livro emprestado, lerei Cinqüenta tons de liberdade, que será minha carta de alforria para o final da trilogia. 









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Comentários

  1. Sexooo Sexoo sexoo.. oaksdokasdoas
    Casamento? oasdkoasod Nao deu nem pra perceber o pedido de tanto sexo sem sentido e sem noção.
    aksdoaosdok

    Acho que vou ler a continuação pra rir mais um pouco com uma deusa interioirr ajsdiasidas

    Guilherme Kunz
    www.tematoa.com
    FanPage

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Pois leia assim que tiver um tempo! Realmente é muito engraçado essa loucura de casamento e tentativa de assassinato! Tá perdendo uma ótima comédia!
      E por essa curiosidade do desfecho, tô providenciando a leitura de 50Tons de liberdade. E assim se ganha mais um leitor da trilogia!
      kkkk

      Visite sempre. Beijos =*

      Excluir

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