*Contem spoiler. Se ainda não conheceu a obra ou não quer estragar
uma futura leitura, aconselho a não ler o texto abaixo. Agradeço a compreensão.
*
Olhos cinzas. Perdidos
em cinqüenta tons.
Mergulhando
cada vez mais escuro em seu passado.

Os nomes dos livros
sempre tem uma lógica por trás (obviamente), mas só caiu a ficha para mim depois
da leitura desse segundo livro. Foi com ele que comecei a me situar melhor na
história (talvez fosse lerdeza da minha parte).
Em “Cinqüenta tons mais escuros” Christian
consegue ser ainda mais encantador do que no primeiro livro, além de ser mais
perturbado (o que me parecia ser impossível). Quando um cara diz que escolhe as
garotas morenas porque se parecem com a mãe drogada e prostituta dele e que
adora açoitá-las, você já deve perceber que o cara não é bom da cabeça. Você
está com ele a menos de um mês e ele te pede em casamento, você não deve chegar
e aceitar tudo como se fosse a coisa mais normal do mundo. Mesmo se ele for
rico e poderoso. Não se casamos com alguém que adoraria açoitar e bater na sua
mãe e que te perseguiria até o inferno só para poder te amordaçar e te açoitar.
Separei dois trechos do
livro, quando eles “anunciam” o casamento para os pais de Anastásia.
“Ray permanece em silêncio do outro lado da linha.
- Você já contou à sua mãe?
- Não.
- Annie... eu sei que ele é rico e é um bom partido e
tal, mas casar? É um passo tão grande. Você tem certeza?
- Ele é meu “felizes para sempre” – sussurro.
- Uau – diz Ray depois de um momento, o tom mais
suave.
- Ele é meu tudo.
- Annie, Annie, Annie. Você é uma jovem tão obstinada.
Peço a Deus que você saiba o que está fazendo. Passe o telefone de volta para
ele, sim?”
E logo após, ela avisa sua mãe.
“- Mãe, diga alguma coisa.
- Você não está grávida, está, Ana? – sussurra,
horrorizada.
- Não, não, não é nada disso.
Meu coração se
enche de decepção, e eu fico triste que ela pense de mim. Mas então, com uma
onda de sofrimento, eu me lembro que ela estava grávida de mim quando se casou
com meu pai.
- Sinto muito, querida. É só que isso é tão repentino.
Quero dizer, Christian é um partidão, mas você é tão jovem, e você deveria ver
um pouco do mundo.
- Mãe, você não pode simplesmente ficar feliz por mim?
Eu o amo.
- Querida, eu só preciso me acostumar com a idéia. É
um choque. Dava para ver na Geórgia que havia algo de especial entre vocês
dois, mas casamento...”
Creio que por esses
trechos, entendam o que eu venho dizer. Primeiro, não leiam ofensas neste meu
texto, não quero ofender nem historia, nem autor, nem fã da trilogia. Só que,
como leitora, tenho meu direito de opinar sobre o que li, e como blogueira,
posso sim publicar meu texto aqui nesse veiculo de “imprensa”. Como estava
dizendo, nesses trechos, percebe-se que os pais de Ana são bem mais ajuizados
do que a própria filha (mesmo que a semelhança entre esses pais e os pais de
Bella Swan não sejam mera coincidência, esses parecem ainda mais ajuizado do
que os mesmo de Crepúsculo). Se ainda me recordo, Ana e Grey estão apenas um
mês e pouco juntos, na metade desse tempo ele queria que Ana fosse sua submissa
(literalmente em seu significado), e a garota tinha aceitado.
Esse livro, nada mais
é, em todas as suas paginas, um livro pornográfico. Sim. Apenas isso, talvez
fosse isso que causou o maior rebuliço e criticas negativas na blogosfera.
Creio que erótico e pornográfico tenha suas diferenças, mesmo que as vezes se
tornam sutis. Eu já disse uma vez, num conto que escrevi, que erotismo nada tem
a ver com pornografia... Erotismo é sensual e impar. Pornografia é algo
verdadeiramente primitivo. Tendo isso em mente, cinqüenta tons nada mais é uma
pornografia, sendo disfarçada como algo romântico (já disse Felipe Neto).
Ouvindo o vídeo dele recentemente, lembrei de uma conversa com um colega que
disse que não achava graça em ver pornografia. O diálogo não tem graça, é mais
ou menos um cara chegando, elogia o sapato da moça e convida para fazer sexo. É
assim que estava vendo Cinqüenta tons.
Porém, como disse, li a continuação, pois me emprestaram, então, se
perdi tempo para ler o primeiro, vou ver se melhora ou piora no segundo.
Diferente do primeiro,
o segundo livro, meio que tem uma “ação” acontecendo. Temos uma ex-submissa de
Christian, perturbada (o que não é novidade, porque todos do livro tem um
parafuso a menos na cabeça), solta pela cidade, se esgueirando (conseguindo
fugir do Taylor, um guarda costas do Christian que gosta muito de frisar em
cada capitulo do livro que Taylor é um ex-militar e que, por algum motivo, não
consegue lidar com uma amadora que está solta por ai com uma arma, que rende e
ameaça a segurança do seu padrão).
Como disse na resenha
anterior, Anastásia é um “porre”. E consegue ainda ser mais enjoada e besta no
segundo volume. É tão insegura de si, que acha que pode perder o cara mais
perturbado de Seattle para uma ex-submissa dele que está “pirando na
batatinha”. Isso sem falar de sua eterna falta de juízo, onde se mete em
situações que qualquer ser humano consciente sairia correndo. Não falo apenas
do “relacionamento” mascarado como romântico entre ela e Christian, mas também
da situação de morte eminente que todo o inicio do livro se direcionava. Mas,
poxa, eu to sendo perseguida por uma louca com uma arma solta por ai, que um
ex-militar não consegue localizá-la, ela invade meu apartamento, o apartamento
de Christian, me ver dormindo, mas eu procuro a policia? Não, eu vou fazer sexo
com esse homem rico, ah, e aceitar o pedido de casamento dele.
Desculpe, as criticas e
as ironias presentes nesse texto, isso se você ainda estiver lendo, mas
é porque ainda estou meio absorta com as atrocidades que li neste segundo livro
da trilogia. Mas, parando de divagar por essas palavras e voltando para minha
resenha, ou sei lá o que escrevo, eu ainda acho ajuizado isso tudo que
acontece. Se coloca na situação: você se casaria com um cara que conhece por um
mês? Sua resposta seria um não, eu acho. Casaria, se o relacionamento de vocês
fosse SÓ sexo? Acho que não é o suficiente para trocar votos de casamento. E se
o cara fosse rico? Talvez, alguns, até ficariam encantados, mas ainda seria um
não. E você aceitaria um casamento com um cara que diz escolher as submissas
que se parecem com a mãe prostituta dele?
Apesar de toda essa
perturbação que é o Senhor Grey consegue ser mais romântico que seu livro
anterior, o que faz pensarmos o quanto o amor pode mudar alguém. Acho que,
quando alguém realmente ama uma pessoa, ela é capaz de mudar, por livre e espontânea
vontade, para ficar com alguém. Não é querer ser perfeito, porque ninguém é
perfeito, mas é tentar, todo dia, ser alguém melhor para quem se ama. Ver o
quanto Grey se preocupa com isso, trás até esperanças para a população
masculinha em geral.
Terminando toda essa
impressão do livro erótico, eu venho deixar minha avaliação final da obra. Não
falarei que é 5 estrelas, excelente, ou gênero. Até porque não trabalho com
notas no blog. É... Interessante, pelo seu lado e gênero. Acho que um pornô
diferente (deve ser o primeiro livro que li desse gênero, não me condenem), mas
por trazer um romance água-com-açucar teve sim seu quê de individualidade nas
prateleiras das livrarias, e isso ajudou muito para sua fama (mesmo que
polemica) entre os leitores.
Não será agora, mas
futuramente assim que tiver tempo e pegar o livro emprestado, lerei Cinqüenta
tons de liberdade, que será minha carta de alforria para o final da trilogia.
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Sexooo Sexoo sexoo.. oaksdokasdoas
ResponderExcluirCasamento? oasdkoasod Nao deu nem pra perceber o pedido de tanto sexo sem sentido e sem noção.
aksdoaosdok
Acho que vou ler a continuação pra rir mais um pouco com uma deusa interioirr ajsdiasidas
Guilherme Kunz
www.tematoa.com
FanPage
Pois leia assim que tiver um tempo! Realmente é muito engraçado essa loucura de casamento e tentativa de assassinato! Tá perdendo uma ótima comédia!
ExcluirE por essa curiosidade do desfecho, tô providenciando a leitura de 50Tons de liberdade. E assim se ganha mais um leitor da trilogia!
kkkk
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