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Vamos falar de parceria? || Opiniões Polêmicas

Eu sei, eu sei. Serei massacrada com esse texto. Mas preciso falar e até desabafar.  Tenho esse blog há 14 anos, comecei em 2012, onde tudo era mato, não existia inscrições de parceria anuais com editoras, autor nacional nem era tão disseminado assim, quase não existia publicação independente de largo alcance nacional e nem Amazon tinha no Brasil vendendo ebook.  Sim, tudo mato a ser desbravado.  E nessa época, onde as coisas começavam a engatinhar, editoras mandavam livros pontuais a alguns blogs e criadores de conteúdo publicar textos sobre o livro. Como faziam com jornalistas também. Não existia criação para redes sociais, nem o Instagram existia e YouTube era só um repositório de vídeos comuns – sem a grandeza de produções de conteúdo como hoje.  E também tinha os autores nacionais começando a despertar para divulgações nacionais. Entravam em contato com blogs que gostavam, que poderia ter afinidade com o gênero do livro e enviava o mesmo para o criador ler e fal...

[Crônica] Inicio de Manhã



Inicio de manhã

Ontem estava inspirada. Hoje estou OK. Isso mesmo, nem bom nem mau, nem mais nem menos, só OK. Ontem acordei sem sono e voltei a dormir, hoje acordei caindo de sono e tenho que ir cedo pra escola. Desligo o despertador e vejo as mensagens da madrugada. Sempre me pergunto como é que tem gente que passa a madrugada toda acordado se a tarde passou acordado? Zumbis. Arrumo-me e coloco comida pro meu porquinho da índia. Vida boa é a dele, que passa o dia dormindo e ainda faz manha pra ganhar carinho, atenção e comida.

Saio de casa. Subo minha rua e saio do condomínio. A porta do condomínio não fecha direito, nunca consertaram, mas toda reunião dos condôminos dizem e garantem que já consertaram. Mas quem usa aquela porta sem ser eu? Saio do condomínio e vejo um ônibus vazio passar. Droga. Perdi um ônibus, logo vejo outro despontar no horizonte. Quando para na parada (que bom que ele parou), vejo que estou prestes a entrar numa lata de sardinha. Não, minto. As sardinhas têm mais espaço na lata do que as pessoas desse ônibus. Estou parada na porta de entrada dele, não tem espaço pra ir alem. Ele corta caminho para não passar nas paradas normais. Alguém quer descer, gritam. O motorista finge não escutar. Uma moça que subiu junto comigo faz parada, ela pegou o ônibus só para descer depois de duas paradas e ainda reclama por ter que andar.

O ônibus continua seu caminho, o silencio opressivo da manhã, ninguém mais fala com ninguém, ninguém conhece ninguém. Uma senhora faz parada, o ônibus passa direto, não cabe mais ninguém. Ela reclama por não poder entrar na sardinha. Fico pensando em como seria bom e divertido se um buraco negro surgisse e levasse metade das pessoas dentro do ônibus, assim sobraria mais espaço. Porem, acho que não tem mais espaço para o buraco negro dentro desse ônibus.

O ônibus chega ao terminal. As pessoas começam a se irritar por tanta gente que tem pra descer. Outras pessoas, diferentes das primeiras, estão na porta esperando para entrar e reclamando por ter tanta gente pra descer. Desço do ônibus, mas sem antes alguém que está atrás de mim e julga estar sem tempo me atropelar e resmungar por mesmo assim não conseguir descer antes. Caminho para outra plataforma. Ainda não cheguei à escola. Espero outro ônibus.

Quero entrar no ônibus e não chegar atrasada. Espero os outros descer e me pergunto por que tanta gente desce nesse terminal. Não subo antes de ver se já tem mensagem no meu celular. O namorado diz que está indo pra auto-escola e não ia levar mais o celular. Parecia zangado. Nem contestei me zanguei com aquilo também. Subo no ônibus. De novo. Dessa vez vou sentada. Escrevo esse texto. Paro de escrever porque minha parada chegou. Vou descer. Atravesso a rua, aprendo a ultrapassar perigosamente as pessoas e me lembro do meu atropelamento mais cedo.

Chego à escola, minha amiga pergunta o que estou escrevendo. Uma crônica, respondo. Acho que isso pode ser considerada crônica. Escuto as historias de ontem, já que fiquei dormindo. Mostro o texto pra ela, ela ri e comenta. A aula era 7h, chego 8h e o professor nem chegou. Engarrafamento, penso. Só penso.

Ele chegou, comenta da didática das aulas, quase não tem ninguém na sala. Menos de 10 alunos. 7 para ser exata. Devem estar dormindo, o que eu queria estar fazendo.

Meu dia será longo. E só começou há 2h e já tem tanta história. Cansei de escrever o texto e não sei como acabar. Talvez apele para o fim. Fim.

J.S. Freitas

E então? O que acharam? Eu devo continuar na aventura de produzir minhas próprias crônicas e postar aqui no blog ou esquecer isso?

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