Inicio de manhã
Ontem estava inspirada. Hoje estou OK. Isso mesmo, nem bom nem mau, nem
mais nem menos, só OK. Ontem acordei sem sono e voltei a dormir, hoje acordei
caindo de sono e tenho que ir cedo pra escola. Desligo o despertador e vejo as
mensagens da madrugada. Sempre me pergunto como é que tem gente que passa a
madrugada toda acordado se a tarde passou acordado? Zumbis. Arrumo-me e coloco
comida pro meu porquinho da índia. Vida boa é a dele, que passa o dia dormindo
e ainda faz manha pra ganhar carinho, atenção e comida.
Saio de casa. Subo minha rua e saio do condomínio. A porta do condomínio
não fecha direito, nunca consertaram, mas toda reunião dos condôminos dizem e
garantem que já consertaram. Mas quem usa aquela porta sem ser eu? Saio do condomínio
e vejo um ônibus vazio passar. Droga. Perdi um ônibus, logo vejo outro
despontar no horizonte. Quando para na parada (que bom que ele parou), vejo que
estou prestes a entrar numa lata de sardinha. Não, minto. As sardinhas têm mais
espaço na lata do que as pessoas desse ônibus. Estou parada na porta de entrada
dele, não tem espaço pra ir alem. Ele corta caminho para não passar nas paradas
normais. Alguém quer descer, gritam. O motorista finge não escutar. Uma moça
que subiu junto comigo faz parada, ela pegou o ônibus só para descer depois de
duas paradas e ainda reclama por ter que andar.
O ônibus continua seu caminho, o silencio opressivo da manhã, ninguém
mais fala com ninguém, ninguém conhece ninguém. Uma senhora faz parada, o ônibus
passa direto, não cabe mais ninguém. Ela reclama por não poder entrar na
sardinha. Fico pensando em como seria bom e divertido se um buraco negro
surgisse e levasse metade das pessoas dentro do ônibus, assim sobraria mais
espaço. Porem, acho que não tem mais espaço para o buraco negro dentro desse ônibus.
O ônibus chega ao terminal. As pessoas começam a se irritar por tanta
gente que tem pra descer. Outras pessoas, diferentes das primeiras, estão na
porta esperando para entrar e reclamando por ter tanta gente pra descer. Desço
do ônibus, mas sem antes alguém que está atrás de mim e julga estar sem tempo
me atropelar e resmungar por mesmo assim não conseguir descer antes. Caminho
para outra plataforma. Ainda não cheguei à escola. Espero outro ônibus.
Quero entrar no ônibus e não chegar atrasada. Espero os outros descer e
me pergunto por que tanta gente desce nesse terminal. Não subo antes de ver se
já tem mensagem no meu celular. O namorado diz que está indo pra auto-escola e
não ia levar mais o celular. Parecia zangado. Nem contestei me zanguei com
aquilo também. Subo no ônibus. De novo. Dessa vez vou sentada. Escrevo esse
texto. Paro de escrever porque minha parada chegou. Vou descer. Atravesso a
rua, aprendo a ultrapassar perigosamente as pessoas e me lembro do meu
atropelamento mais cedo.
Chego à escola, minha amiga pergunta o que estou escrevendo. Uma crônica,
respondo. Acho que isso pode ser considerada crônica. Escuto as historias de
ontem, já que fiquei dormindo. Mostro o texto pra ela, ela ri e comenta. A aula
era 7h, chego 8h e o professor nem chegou. Engarrafamento, penso. Só penso.
Ele chegou, comenta da didática das aulas, quase não tem ninguém na
sala. Menos de 10 alunos. 7 para ser exata. Devem estar dormindo, o que eu
queria estar fazendo.
Meu dia será longo. E só começou há 2h e já tem tanta história. Cansei
de escrever o texto e não sei como acabar. Talvez apele para o fim. Fim.
J.S. Freitas
E então? O que acharam? Eu devo continuar na aventura de produzir minhas próprias crônicas e postar aqui no blog ou esquecer isso?
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