Dia 19, nosso professor Jacques Alastair organizou um Sarau da Psicologia que juntou as 2 turmas do curso. Apresentamos, de forma criativa, temáticas da cultura com o viés da psicologia. Meu grupo aderiu a ideia de trazer um jogral sobre o livro O Médico e o Monstro, falando da dualidade humana entre Jakyll e Hyde, preto no branco, o bem e o mal, luz e sombra. Os desejos reprimidos do Dr. Jekyll dá origem ao cruel e impiedoso Hyde, uma transformação grotesca e personificação do mal mais pecaminoso da humanidade. Entre indas e vindas de transformações, o Jekyll se vê em uma situação onde não mais controla seu outro eu voluntariamente, deixando a transformação dominar-se em uma catarse prazerosa. Mas precisamos entender que o ser humano não é de extremos, mas um ser mais complexo que duas faces do mesmo eu. Vestimos personas, máscaras para viver em sociedade, sublimando nossos desejos e energia para ser aceitos na moral dessa comunidade. Mas até onde isso é saudável?
Pense num menino danado.
Logo quando vi esse livro na banca, (eu juro) pensei que era
Calvin e Haroldo, porque, sinceramente,
parece muito (tanto que para quem mostrei o quadrinho tiveram a mesma
percepção).
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| Capa de Franklin Richards e o livro A Espada de Kuromori, já resenhado no blog |
Acontece que, seguindo o formato parecido com Calvin e Haroldo. Não, não digo que são
as tirinhas que nos atormentaram nas aulas e provas de português, mas por
termos dois personagens como os principais sendo um deles um menino e outro,
aqui em Franklin Richards, um
robô-babá.
Assim como qualquer garoto da sua idade, Franklin é muito energético e vive
aprontando traquinagens. Mas o que causa mais confusão é porque Franklin sempre arruma uma desculpa para
usar algo do laboratório de seu pai. E essas experiências nunca dão certo.
Franklin é o filho
do cientista e líder do quarteto fantástico: o homem elástico e sua esposa, a
mulher invisível. Já dá para saber as loucuras que Franklin encontra no laboratório. Com a perigosa missão de sempre
salvar o mundo, os pais de Franklin
raramente estão fora de casa e com isso entra em cena o Herbie, o robô-babá de Franklin, destinada a cuidar do garoto. E
como esse robô merece destaque. Ele se revela a peça mais engraçada do enredo
com suas tentativas sempre furadas de evitar que Franklin apronte.
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| Detalhe ao Herbie, robô-babá do menino Franklin |
O encadernado é a junção de vários outros volumes juntos. E
são várias histórias de 5 paginas (mais ou menos) ao longo do volume, o que faz
ser tudo uma leitura bem rápida e divertido.
E as histórias, que apesar de serem regradas a itens científicos muita
das vezes "pegados emprestados" das coisas do pai, acabam levando
Franklin a lugares e situações inesperadas e inimagináveis, mas não tira a
magia da criança, que é sempre imaginativa, danada e que trata todo problema em
uma diversão. E o humor contido em cada história de Franklin é tão perspicaz a qualquer um que já foi criança um dia,
conviveu com uma criança e tem uma criança por perto, ou seja, qualquer um vai
se divertir e se imaginar junto com eles.
Sendo sincera com vocês, foi uma das melhores aquisições de
2014 na minha opinião e se tiver mais um encadernados desses em 2015, serei a
primeira a comprar. E realmente espero que venha mais doses de Franklin Richards
nesse ano.


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