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W.I.T.C.H. || Revisitando os quadrinhos clássicos — Volume 01, Saga Meridian

 Eu sempre gostei de coisas místicas, bruxas, garotas mágicas... Talvez por nascer na sexta, 13, eu acabei tomando para mim esse gosto peculiar para magias e misticismo. E quando eu era uma jovem adolescente, existia uma revista chamada W.I.T.C.H. publicada pela Editora Abril que trazia história serializada de um grupo de garotas mágicas que tem como dever proteger portais de uma terra mística. Foi aí, caros leitores, que eu descobri o poder maior dos quadrinhos (para quem era habituada apenas com coisas tipo Turma da Mônica e Mickey clássico, esses quadrinhos abriram horizonte). Peguei, infelizmente, o barco andando, então nunca consegui as primeiras edições na época (e estou pensando em completar a minha coleção como meta — igual fiz com os Ursos da Parmalat, e consegui!). Então na época nunca cheguei a ler na íntegra.  Mas agora, por meios não oficiais, consigo ter acesso a história clássica e resolvi, enquanto espero o primeiro volume do Reboot que será lançado pela Unive...

Resenha || Jujutsu Kaizen Vol. 1

Lançado em agosto pela Panini, esse mangá é mais uma aposta shonen de sucesso. 

Sinopse: Apesar do estudante colegial Yuuji Itadori ser muito forte, ele se inscreve no clube de Ocultismo. Certo dia, eles encontram um "objeto amaldiçoado" e retiram o selo, atraindo criaturas chamadas de "maldições". Itadori corre em socorro de seus colegas, mas ele será capaz de abater essas criaturas usando apenas a força física?! 
Esse mangá é o clássico shonen de formula para fazer sucesso. Um protagonista altruísta, que quer bancar o herói e salvar todos não se importando ao que vai acontecer consigo mesmo. Isso conquista os otakus, que vai querer acompanhar a história para ver a evolução do herói e ver ele aprendendo e se superando nos desafios. 

Mas não é só de formula pronta que se faz uma historia que merece ser lida. Também temos que ter um bom background para que a historia nao seja apenas o emaranhado de clichês shonens que os otakus estão carecas de saber. E esse mangá vem falar de uma escola para feiticeiros Jujutsu, que combatem as "maldições", são algo que lembram yokais / demônios, mas são nascidas de lugares que retém o medo e outros sentimentos negativos dos seres humanos. Eles se acumulam e dessas energias acumuladas, nascem as maldições. Nesse universo também há os objetos amaldiçoados, que também dá mais força as maldições que os encontram e incorporam. 

Os feiticeiros Jujutsu combatem essas maldições e reúnem esses objetos amaldiçoados para que possam neutralizar (destruir). E numa dessas buscas, o estudante Jujutsu  Megumi Fushiguro encontra O protagonista Yuuji Itadori onde eles queriam salvar os amigos de Itadori que estavam fazendo a burrice de abrir o selo (lacre) do objeto amaldiçoado que encontraram mais cedo naquele dia.

Para salvar todos, Itadori faz uma loucura que dá certo (não vou contar por motivos de spoiler) e isso muda completamente a vida dele. Ele passa a ter que estudar numa escola de Jujutsu e se tornar um feiticeiro. 

Particularmente eu gosto de historias que tem o background de ocultismo, magia e demônios. É algo que sempre estou atrás para ler e tenho acompanhado mais obras assim, e fiquei realmente curiosa sobre esse lançamento assim que eu soube. Fazia anos que eu não me interessava em voltar a comprar mangás e acompanhar os números na banca, mas Jujutsu Kaizen me fez querer voltar ao tempo da adolescência, que eu ia nas bancas procurar um novo volume, acompanhar site de editoras e de noticias etc. 

O mangá é bem desenhado, adorei o traço. As criaturas são bem criadas, lembram um pouco demônios e youkais. A história, como disse anteriormente, começa com o clichê do protagonista altruísta e metido a herói com a meta impossível no primeiro momento. Mas depois vai se aprofundando na narrativa do background e vemos que a história tem potencial para algo além dos simples clichês do gênero. 

Eu quero continuar lendo a historia e se vocês quiserem, posso trazer mais resenhas por volumes aqui no blog, é só pedirem. 

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