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W.I.T.C.H. || Revisitando os quadrinhos clássicos — Volume 01, Saga Meridian

 Eu sempre gostei de coisas místicas, bruxas, garotas mágicas... Talvez por nascer na sexta, 13, eu acabei tomando para mim esse gosto peculiar para magias e misticismo. E quando eu era uma jovem adolescente, existia uma revista chamada W.I.T.C.H. publicada pela Editora Abril que trazia história serializada de um grupo de garotas mágicas que tem como dever proteger portais de uma terra mística. Foi aí, caros leitores, que eu descobri o poder maior dos quadrinhos (para quem era habituada apenas com coisas tipo Turma da Mônica e Mickey clássico, esses quadrinhos abriram horizonte). Peguei, infelizmente, o barco andando, então nunca consegui as primeiras edições na época (e estou pensando em completar a minha coleção como meta — igual fiz com os Ursos da Parmalat, e consegui!). Então na época nunca cheguei a ler na íntegra.  Mas agora, por meios não oficiais, consigo ter acesso a história clássica e resolvi, enquanto espero o primeiro volume do Reboot que será lançado pela Unive...

Diário de Leitor || A Evolução de Mara Dyer

Resolvi que ia transcrever algumas ideias que eu tive logo que estava lendo esse livro. Eu tinha costume de sempre escrever o que eu acho de cada leitura em um caderno, a medida que ia lendo - além de ajudar a fazer uma possível resenha, consigo deixar registrado minhas ideias, teorias, sentimentos ao ler o livro e outros pensamentos. Uma vez aqui no blog, eu decidi escrever esses textos com a TAG Diário de Leitor, mas deixei o projeto de lado. Mas que tal eu simplesmente trazê-la de novo? Eu não iria fazer de todos os livros, apenas dos livros que me chamasse atenção o suficiente para ter muito assunto (e páginas) no meu diário. E olha, essa trilogia de Mara Dyer está me deixando cheia de coisas na cabeça. 


Claro que eu não vou descrever tudo que acontece no livro e também não vou transcrever todo meu dário de leitura aqui (afinal, as vezes acontece de escrever coisas bem pessoais). Mas vou trazer pontos importantes que eu fiquei pensando e analisando a medida que eu fui lendo. 

Quando terminei o primeiro livro fiquei com tantas dúvidas sobre tudo que aconteceu. As coisas escalonaram muito rápido. O mais importante era que: 

1. Mara tinha poderes (Noah também) 
2. Mara poderia ter matado 6 pessoas 
3. Jude estava vivo 

O terceiro item dessa lista era o que mais me intrigava. Ela já tinha alucinado o livro inteiro falando que via Jude em vários lugares e até no espelho. Eu até pensei que poderia ser mais um surto dela por um novo trauma, e o início do segundo livro confirma isso. Ela pode simplesmente está com alucinações e desprendida da realidade. 
"Os psicólogos estão chamando isso de distorção perceptiva. Uma alucinação, basicamente. De que... de que Jude está  vivo, de que você tem poder de fazer prédios desabarem e de matar as pessoas... estão dizendo que está perdendo a habilidade de avaliar racionalmente a realidade" (pg 22)
Já imagina se ela fez mesmo os 2 assassinatos e a mente dela está dissassociando a realidade e criando a fantasia de que ela tem poderes sobrenaturais — assim pode ser mais fácil encarar e aceitar a escuridão que ela se encontra. E se tudo faz parte de um surto psicótico dela, o Noah pode ser fruto da cabeça dela, o que justifica ele ser perfeito demais. Ela o criou porque precisava dele (claro que isso cai por terra quando Noah começa a conviver mais ativamente da família da Mara – mas ainda me pergunto o que ele ganha em alimentar as ideias de Mara). 

Sobre a hipótese  da Mara aceitar suas sombras e não procurar realmente ajuda (mesmo sendo oferecida a ela) são as várias frases que dão ideia de autodestruição e depressão. "O escuro me fazia sentir mais como eu mesma (pg 45)". Lembro de quando era adolescente, o jeito que a gente encara a situação é a ferro e fogo. Os sentimentos na adolescência são a flor da pele – sentimos com mais intensidade e a cada mudança parece o fim do mundo.  Por isso talvez a cultura emo/gótico era muito tentador – era a romanização e aceitação da dor, escuridão d tristeza. 



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