Eu sempre gostei de coisas místicas, bruxas, garotas mágicas... Talvez por nascer na sexta, 13, eu acabei tomando para mim esse gosto peculiar para magias e misticismo. E quando eu era uma jovem adolescente, existia uma revista chamada W.I.T.C.H. publicada pela Editora Abril que trazia história serializada de um grupo de garotas mágicas que tem como dever proteger portais de uma terra mística. Foi aí, caros leitores, que eu descobri o poder maior dos quadrinhos (para quem era habituada apenas com coisas tipo Turma da Mônica e Mickey clássico, esses quadrinhos abriram horizonte). Peguei, infelizmente, o barco andando, então nunca consegui as primeiras edições na época (e estou pensando em completar a minha coleção como meta — igual fiz com os Ursos da Parmalat, e consegui!). Então na época nunca cheguei a ler na íntegra. Mas agora, por meios não oficiais, consigo ter acesso a história clássica e resolvi, enquanto espero o primeiro volume do Reboot que será lançado pela Unive...
"Mas eu, tipo, odeio escrever. Isso é parecido demais com dever de casa. Ter que redigir um monte de cousas, fazer frases completas e tudo."
Esse livro é super divertido e me ganhou nas primeiras páginas. A narrativa tem estrutura de oralidade, escrito do mesmo jeito que uma criança conta a história para um amigo. E isso passa a veracidade que amei no livro. O jeito que foi escrito parece mesmo ter sido preparado por uma criança com muita imaginação fértil e lembra dos textos que eu escrevia lá no meu ensino fundamental, aos meus 8, 9 anos. E criou ainda uma aproximação maior entre eu e este livro.
"Se ela tivesse procurado 'admoestar' no dicionário, como acabei de fazer, talvez entendesse. A palavra possui dois significados. Um é aconselhar alguém. O outro é repreender alguém. Acho que o Doug ou o Yoda de Origami fez as duas coisas."
Acompanhamos um fragmento de vida do Tommy, que está em uma dúvida crucial no alto do seu sexto ano: chegar ou não na menina que gosta e convidá-la para dançar no baile da escola? E para seguir ou não o conselho que o Yoda de Origami do seu amigo Doug deu para ele, ele investiga a fundo todos os casos e conselhos que o Yoda já deu pela escola. E tudo isso, ele registra em um relatório minucioso e "cientifico" que é esse livro.
Esse livro é infanto-juvenil e lembra um pouco os outros como Diário de Um Banana (um clássico para essa faixa etária). Simplesmente amei esse livro da Editora Sextante, porque ainda mexe com o misticismo do Yoda, que sempre aconselha em enigmas o jovem Luke. É divertido vê a "magia" que criam em volta dos conselhos do Origami de Doug e que se viraliza na escola. É bem coisa de criança dessa idade, que sempre vai criar lendas, histórias e coisas para sacudir a sociedade mirim que vive (como o caso do Queijo no Diário de Um Banana e as lendas urbanas que existiam na nossa escola, como a Loira do Banheiro - quem nunca se juntou com os amigos para tentar invocá-la num box de banheiro da escola?).
Esse livro é divertido e para quem gosta do gênero, consegue ler em uma tarde. É bom para quem gosta sair de uma ressaca literária e ler algo mais leve.

Comentários
Postar um comentário
Seu comentário é muito importante para o crescimento, amadurecimento e manter a qualidade do blog.
Todos os comentários serão respondidos, então marque as notificações!
Deixe seu link no comentário, terei o prazer de retribuir a visita.
Segui. Segue de volta? Se eu gostar, seguirei com prazer!
Beijinhos da Miaka-chan =*