Dia 19, nosso professor Jacques Alastair organizou um Sarau da Psicologia que juntou as 2 turmas do curso. Apresentamos, de forma criativa, temáticas da cultura com o viés da psicologia. Meu grupo aderiu a ideia de trazer um jogral sobre o livro O Médico e o Monstro, falando da dualidade humana entre Jakyll e Hyde, preto no branco, o bem e o mal, luz e sombra. Os desejos reprimidos do Dr. Jekyll dá origem ao cruel e impiedoso Hyde, uma transformação grotesca e personificação do mal mais pecaminoso da humanidade. Entre indas e vindas de transformações, o Jekyll se vê em uma situação onde não mais controla seu outro eu voluntariamente, deixando a transformação dominar-se em uma catarse prazerosa. Mas precisamos entender que o ser humano não é de extremos, mas um ser mais complexo que duas faces do mesmo eu. Vestimos personas, máscaras para viver em sociedade, sublimando nossos desejos e energia para ser aceitos na moral dessa comunidade. Mas até onde isso é saudável?
Texto escrito para a aula de Sociedade, Cultura e Consumo. Achei legal e resolvi compartilhar aqui.
Leônia é uma cidade atual. O autor narra a monstruosidade que é uma cidade metrópole. Leônia poderia ser a ilha de São Luis, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo. Rica, cheia de pessoas e novidades, mas que tudo seja passageiro. Pode citar o consumismo desenfreado, a necessidade de sempre procurar coisas novas e o desespero de descartar o antigo. "Tanto que se pergunta se a verdadeira paixão de Leônia é de fato, como dizem, o prazer das coisas novas e diferentes, e não o ato de expelir, de afastar de si, expurgar uma impureza recorrente"
O fato também pode abordar questões ambientais como o descarte inadequado das coisas que a cidade "nova" se desfaz. Algo que é bastante atual, quantas cidades de lixo a sociedade já construiu sem perceber ou não dá a mínima?
A falta de planejamento nas expansões urbanas e seu crescimento rápido também são abordados, cada vez que a cidade cresce e mais descartes são produzidos, mais próximo pode ser soterrada, engolida pelo seu lixo.
O progresso, a evolução das coisas feitas e a falta de preocupação em onde a coisa antiga irá parar, faz com que verdadeiras cidades de entulho nasçam e dá origem a subúrbios.
Ainda há uma ideia subtendida que o ser humano seja uma doença, um câncer para o meio ambiente, para a terra e que mesmo uma dessas civilizações acabar, se as pessoas, as outras cidades não criarem a consciência, elas virarão outras Leônias, sempre se renovando e criando cidades de lixo cada vez mais densas e sufocantes.

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