Eu sempre gostei de coisas místicas, bruxas, garotas mágicas... Talvez por nascer na sexta, 13, eu acabei tomando para mim esse gosto peculiar para magias e misticismo. E quando eu era uma jovem adolescente, existia uma revista chamada W.I.T.C.H. publicada pela Editora Abril que trazia história serializada de um grupo de garotas mágicas que tem como dever proteger portais de uma terra mística. Foi aí, caros leitores, que eu descobri o poder maior dos quadrinhos (para quem era habituada apenas com coisas tipo Turma da Mônica e Mickey clássico, esses quadrinhos abriram horizonte). Peguei, infelizmente, o barco andando, então nunca consegui as primeiras edições na época (e estou pensando em completar a minha coleção como meta — igual fiz com os Ursos da Parmalat, e consegui!). Então na época nunca cheguei a ler na íntegra. Mas agora, por meios não oficiais, consigo ter acesso a história clássica e resolvi, enquanto espero o primeiro volume do Reboot que será lançado pela Unive...
Eu, Dommenique foi meu segundo contato com o universo
sadomarsoquista. Como disse no vídeo, eu já li Cinquenta Tons de Cinza. E foi
pelo sucesso que este livro fez na época que fez as editoras se voltarem para o
gênero. E foi por um outro sorteio que este livro veio parar nas minhas mãos
(para quem não sabe, Cinquenta Tons também ganhei em sorteio).
Esse livro tem uma pegada totalmente diferente. Primeiro
porque se trata de uma dominatrix. Segundo porque é uma história real. Sim, não
é uma ficção.
E não se trata apenas de sexo. Na verdade quase não existe
um contato sexual. Tudo é mais sedução e um jogo. Há mais malícia e
demonstração de poder. Mais psicológico do que físico.
Também há o outro lado dessa história e o quanto isso afeta
psicologicamente a Dommenique. Isso tudo pode até ser tentador, mas não é fácil
e não é para qualquer um.
Adorei a experiência da leitura. Não recomendo para todos, é
claro.
No vídeo abaixo faço uma resenha do livro. Posso parecer
meio estranha, sem as piadinhas e até meio desconfortável e é mesmo. É estranho
ainda falar abertamente sobre esses tipos de assunto, principalmente em tempos
que vivemos. Ainda é tabu, é vergonhoso falar de coisas que geralmente deveria
ficar em segredo entre as quatro paredes. Em atuais circunstâncias falar de
sexo ou/e prazer é quase pedir guerra e com atuais acontecimentos, tudo deve
ser abafado e escondido.
Esse vídeo é antigo, de 2015. Programei ele para dia 31
(hoje). Aconteceu alguns dias atrás uma barbárie que chocou o mundo. Me
perguntei se ainda o postaria ou esperaria mais um pouco (afinal, ele já estava
em meu estoque de vídeo já faz quase 1 ano, esperar mais um pouco não faria
diferença, certo?). Sim, eu tive essas dúvidas e decidi, mesmo assim, postar.
Mesmo que toda uma sociedade ache escandaloso a vida que
Dommenique escolheu (e que esse livro possivelmente poderia vim a incentivar
algo similar) e a julguem, a escolha é dela (e posso garantir que ela não
incentiva a fazer o mesmo e não vou sair sendo igual a ela só porque li este
livro). E acho que devemos comentar sobre esse lado da moeda também.
As pessoas vão sempre julgar, falar mal, apontar. E sempre
se tem que cada vez mais expor as coisas e mostrar que se tem que falar dos
tabus impostos. Acho que só quando se tiver um dialogo aberto, as coisas
tomarão outros rumos.
A mulher não é um objeto para agradar e dar prazer ao homem.
Primeiro que nem somos objetos e não estamos aqui para servir ninguém. Também é
direito da mulher ter seu prazer e procurar ter sempre. E isso foi um dos pilares
que Dommenique explora em seus relatos.
Ela foi corajosa a seguir com o plano que daria prazer a
ela. E muitos já julgaram ela (e vão continuar julgando quando olharem o livro,
olharem as fotos dela, olharem seus relatos, olharem ela na rua). Mas ela não
tem vergonha de mostrar tudo isso e contar no livro.
E hoje vos digo, eu não tenho vergonha de dizer que eu li o
livro dela. E que gostei de ter lido e quando tiver um tempo, vou reler com
certeza!
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