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Polêmicas 2015 | Relembre o Kira dos Mangás

Do protesto, o mito e a decadência

Como prometido depois da postagem para relembrar a Arrow-Ray, eu fiquei de falar sobre esse assunto. Ele aconteceu no finalzinho de 2015, em dezembro só para completar o ano com o chave de ouro.

Para a internet em geral (e principalmente para os otakus Brhuehue), esse assunto já é velho (e quase esquecido), mas como sei que muitos leitores aqui não acompanham mimimis e polêmicas que ocorrem, principalmente quando é fechado em um grupo no facebook, prefiro contar pra vocês. E também porque fiquei devendo minhas impressões sobre o caso surreal que se sucedeu.

Não sei quem foi o autor, então não tem créditos da imagem pra por aqui =/

Não tenho palavras para descrever o guri dos mangás piratas, tamanha foi a audácia que o mesmo teve. O blog Mais de Oito Mil recebeu a denúncia de um vendedor que anunciava mangás em português de obras que ainda nem licenciada no país foram. Mas o que mais chamou atenção foi o caso dele ter One Puch Man. Este que a Panini anunciou num ultimo evento os direitos e que já vai lançar em março.


Bruxaria? Uma nova editora surgindo no País? A resposta é não.

Era uma pessoa que produzia mangás em sua humilde residência e com isso vendia no Mercado Livre. E todo esse esquema não era para obter lucro não. Longe disso. Era uma forma de protesto contra essas editoras que nunca escutaram um pedido dele e que lança mangás de péssima qualidade gráfica, indignas de ser chamadas de profissionais.


Logo após ficar conhecido por causa da postagem do Mais de Oito Mil, ele foi para a boca do povo. A comunidade otaku da internet ficou dividida entre acusar e querer que a justiça fosse feita contra a pirataria; os que defendiam com unhas e dentes o "protesto" do vendedor; os que acusavam ambos os lados e aqueles que só queriam ver a zoeira com pipoca.

O que teve de moralistas falando do crime cometido e que preferiam ler online foi o absurdo da situação. Scan online também é pirataria e crime do mesmo jeito. E afirmar isso para os defensores foi a gota d'água para muitos. A baixaria chegou no grupo do facebook e passaram os estragos na zoeira, já que a mesma não tem limites.


O ápice da história toda foi quando uma editora responsável por ser uma das porta-voz de uma famigerada editora publicou - no grupo do facebook no qual todas essa baderna estava acontecendo - que o que o vendedor, já conhecido pela alcunha de Kira do Mangás, estava fazendo era crime e que todos poderiam - e deveriam - denunciar as coisas numa delegacia mais próxima. Para muito aquilo foi o deleite para começar a criticar e fazer piadinhas. Foi uma madrugada agitada e o cúmulo para a editora foi ver estudante de direito defendendo a pirataria. Isso foi o suficiente para a moça sair do grupo e excluir sua postagem.

Mas o que é bom (???!) dura pouco e depois de quase 24h deste que a matéria revelou o Kira ao mundo, o rapaz responsável desistiu de todo seu negócio e protesto. Talvez se dê pelo fato de um rápido aumento de seguidores em sua fanpage e a ocorrência de pedidos para que trouxesse Jojo para o Brasil, mostrando que nem o justiceiro dos mangás aguentou o povo chato.


Após pensar muito em tudo que tá acontecendo (e com medo da editora processar o mesmo), ele declarou em sua fanpage que se retirará do mercado devido a falta de tempo para se dedicar a empreitada. Mas antes de sumir de vez, ele prometeu deixar seus ensinamentos para os discípulos e roga que vários farão como ele e que seu (curto) legado não terminará. Ele acendeu a chama da "justiça" em vários seguidores e um dia terá outros fazendo o que ele não pode continuar.


Há quem dia que o Kira parou suas atividades para evitar a visita de um processo em sua humilde residência, mas isso talvez nunca descobriremos (aham, sei!).


Uma coisa é concreta: não foi dessa vez que os otakus conseguiram o seu precioso Jojo. 

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Comentários

  1. kkkkk o engraçado disso foique mta gente falava pra ele que ele seria processado e ele falava que naotinha medo pq seus pais eram advogados

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