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Sarau de Psicologia 2026 || Apresentação de Jogral

Dia 19, nosso professor Jacques Alastair organizou um Sarau da Psicologia que juntou as 2 turmas do curso. Apresentamos, de forma criativa, temáticas da cultura com o viés da psicologia. Meu grupo aderiu a ideia de trazer um jogral sobre o livro O Médico e o Monstro, falando da dualidade humana entre Jakyll e Hyde, preto no branco, o bem e o mal, luz e sombra.  Os desejos reprimidos do Dr. Jekyll dá origem ao cruel e impiedoso Hyde, uma transformação grotesca e personificação do mal mais pecaminoso da humanidade. Entre indas e vindas de transformações, o Jekyll se vê em uma situação onde não mais controla seu outro eu voluntariamente, deixando a transformação dominar-se em uma catarse prazerosa.  Mas precisamos entender que o ser humano não é de extremos, mas um ser mais complexo que duas faces do mesmo eu. Vestimos personas, máscaras para viver em sociedade, sublimando nossos desejos e energia para ser aceitos na moral dessa comunidade. Mas até onde isso é saudável?

O Álbum || Resenha

*Resenha postada originalmente em As Leitura de Mila, para a leitura da original, clique aqui.

Sinopse: Para Adam, negociante de objetos usados, a casa de Gabe Alexander é apenas uma propriedade que será esvaziada e vendida pelo maior lance. Entretanto, em meio às prateleiras repletas de relíquias, um álbum antigo atrai sua atenção. Nele há cartões postais amarelados pelo tempo, escritos ao longo de 60 anos. Intrigado, Adam começa a lê-los: eles estão cheios de frases românticas e delicadas, as provas do amor incondicional entre Gabe e Pearl Alexander. Gabe cuidava para que um cartão chegasse às mãos de Pearl todas as sextas-feiras. Cada um deles possui não apenas um poema, mas verdades preciosas sobre o cotidiano de um casal que viveu um sonho. A soma de todas essas verdades talvez responda perguntas que Adam se faz há muito tempo.


Quando recebi esse livro pra resenhar, meu sentimento foi parecido com o de A Lista. A primeira vez achei que não ia gostar, ou não conseguiria ler por se tratar de um gênero que não sou muito apegada. Não gosto muito de drama e romances... Para quem notou, sou mais do time de literatura fantástica mesmo (risos).

Mas 2015 está sendo um ano para experimentar coisas novas, algo que sempre tenho falado nas minhas resenhas aqui. E porque não experimentar gêneros novos?

Eu  sempre fui apegada ao passado. As vezes prefiro ficar na lembrança de tempos que já passaram a encarar o presente. Tenho uma caixinha de lembranças em meu quarto, onde guardo recadinhos, cartas, fotos, itens de épocas que me marcaram realmente. E de vez enquanto abro-a para recordar e reviver aqueles momentos. E o Álbum é um livro assim, é reavivar memórias... E as vezes a memória nos ajuda a entender o presente e ajudar no futuro, não é mesmo? (tanto que é essa a desculpa dos professores de história para a sala de aula que não entende porque estudamos história - risos).

Acontece que aqui o passado a ser "desvendado" é de um antigo casal que morava em uma casa. O casal, já falecido, era o exemplo de um amor verdadeiro. Adam, nosso protagonista, recentemente se separou de sua esposa. Ao avaliar os bens na casa do casal falecido, se depara com o álbum e os "segredos" contidos. Gabe mandava um cartão a cada semana para sua esposa, por longo de 60 anos.
E intrigado por esse costume e essas declarações de amor, Adam embarca numa missão de conhecer mais sobre o casal e o segredo de manter um relacionamento sempre acesso.


A história é simples, narrando duas em paralelo, a de Adam no presente e do casal Alexander, no passado. Trás a luta em dois para manter um relacionamento, mesmo com os altos e baixos que todo casal poderá passar em alguns momentos na vida. É lindo e emocionante e não precisa de muita coisa além da cumplicidade, honestidade e amor para o autor nos contar uma história linda e de emocionar. E para quem, como eu, que nunca gostou de livros melosos, esse conseguiu me fisgar e me emocionar. Acabei descobrindo o quão emocionada e manteiga derretida posso ser. 

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