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W.I.T.C.H. || Revisitando os quadrinhos clássicos — Volume 01, Saga Meridian

 Eu sempre gostei de coisas místicas, bruxas, garotas mágicas... Talvez por nascer na sexta, 13, eu acabei tomando para mim esse gosto peculiar para magias e misticismo. E quando eu era uma jovem adolescente, existia uma revista chamada W.I.T.C.H. publicada pela Editora Abril que trazia história serializada de um grupo de garotas mágicas que tem como dever proteger portais de uma terra mística. Foi aí, caros leitores, que eu descobri o poder maior dos quadrinhos (para quem era habituada apenas com coisas tipo Turma da Mônica e Mickey clássico, esses quadrinhos abriram horizonte). Peguei, infelizmente, o barco andando, então nunca consegui as primeiras edições na época (e estou pensando em completar a minha coleção como meta — igual fiz com os Ursos da Parmalat, e consegui!). Então na época nunca cheguei a ler na íntegra.  Mas agora, por meios não oficiais, consigo ter acesso a história clássica e resolvi, enquanto espero o primeiro volume do Reboot que será lançado pela Unive...

As Vidas e As Mortes de Frankenstein || Resenha

Livro resenhado primeiramente no blog As Leituras da Mila, livro cedido em parceria com a Geração Editorial. 

Esse é o primeiro contato com a autora Jeanette Rozsas e após esse livro não quero que seja o ultimo. Fiquei super curiosa para ver os outros livros da autora. Só para terem uma ideia, ela já escreveu "Kafka e a Marca do Corvo", "A autobiografia de um Crápula", "Morrer em Praga" e vários livros parecidos.

O livro é um romance e mistura 3 tipos de narrativas, o que deixa o livro bem diferente de outros que eu já li.

O livro aborda a questão de longetividade da vida, algo que muitos já quiseram, não pr temer a morte (talvez sim), mas pela ambição de querer viver para sempre (ou pelo menos mais que um ser humano comum). A primeira lembrança que isso me levou na leitura foi o livro O Eterno Barnes, que li alguns anos atrás (quem quiser saber mais, tem resenha aqui) e outros livros que abordam temas semelhantes (fiz algumas análises deles no blog, é só seguir os links no final da postagem).

Mas o diferente aqui é o como a autora abordou. Aqui a autora usou pesquisas mais ficção para montar sua história, que entretém e também trás conhecimento e quem gosta do tema, o livro se transforma em uma leitura quase! obrigatória. As três narrativas seguem uma linha de tempo: A primeira se passa com uma pesquisadora brasileira, chamada Elizabeth Medeiros, trabalhando na Alemanha em uma pesquisa sobre transgenia. A segunda narrativa é sobre os escritores ingleses Lord Byron, Mary e Percy Shelley, do século 19. E a terceira e última é sobre o alquimista Johann Konrad Dippel e o aprendiz Max Muller. As três passagens tem uma coisa em comum: transcender a vida humana.

Esse livro é além de uma simples obra inspirada no clássico, assim como seu assunto, ele transcende do que é uma simples releitura ou referência e se torna um livro a mais, que detém outros assuntos e outras visões sobre o assunto. Há referências de várias obras e pensadores, fotos e outras informações que mostra que a autora quis fazer uma proposta totalmente diferente que escrever uma simples história. Ele é informativo e trás muito conhecimento na área, o que eu achei um ponto fortíssimo dele, é totalmente diferente de qualquer livro que já li do gênero.

Outra coisa que me chamou muito a atenção foi as fotografias entre os capítulos, com castelos e outras imagens que deixaram o livro bem mais caprichado e ambientado. Há uma parte do livro, próximo ao final, que tem fotos e rodapés explicativos sobre o doutor e outras coisas relacionadas a história do Frankstein, e isso foi ótimo, é totalmente diferente de outras obras que se baseiam em clássicos já fizeram. E me lembrou do livro O Caso Pedrinho, que contem o mesmo estilo de documentação no meio do livro, como um encarte a mais no meio da narrativa.


Alguns pontos poderiam ser ainda mais explorados e a falta de um fim definitivo deixou algo como se fosse incompleto, algo que ainda tem que se terminar... Mas o que faz a deixa da autora trabalhar ainda mais nessa história e fazer uma continuação, apesar que eu acho que não ia fazer muito sentido e acho que encaixaria melhor uma edição estendida, que eu compraria sem nem pestanejar.

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