Dia 19, nosso professor Jacques Alastair organizou um Sarau da Psicologia que juntou as 2 turmas do curso. Apresentamos, de forma criativa, temáticas da cultura com o viés da psicologia. Meu grupo aderiu a ideia de trazer um jogral sobre o livro O Médico e o Monstro, falando da dualidade humana entre Jakyll e Hyde, preto no branco, o bem e o mal, luz e sombra. Os desejos reprimidos do Dr. Jekyll dá origem ao cruel e impiedoso Hyde, uma transformação grotesca e personificação do mal mais pecaminoso da humanidade. Entre indas e vindas de transformações, o Jekyll se vê em uma situação onde não mais controla seu outro eu voluntariamente, deixando a transformação dominar-se em uma catarse prazerosa. Mas precisamos entender que o ser humano não é de extremos, mas um ser mais complexo que duas faces do mesmo eu. Vestimos personas, máscaras para viver em sociedade, sublimando nossos desejos e energia para ser aceitos na moral dessa comunidade. Mas até onde isso é saudável?
Vou ser sincera, preferi Maze Runner a Jogos Vorazes. É uma história mais envolvente, mais cheia de mistérios, mais tensão.
É um daqueles filmes que te faz ficar inquieto na poltrona,
agarrando os braços da cadeira e pirando junto com os personagens.
E você sabe só o que os personagens sabem, não é um daqueles
filmes que te entrega tudo na primeira cena, você vai descobrindo com o passar
do tempo. Só quando os personagens vão montando o quebra-cabeça, você monta
junto. E até o final é surpreendente, eu nunca conseguiria imaginar aquilo (e
olha que eu tenho manias de ir montando hipóteses
de como é o final, justificativas para cada coisa do filme e aquilo me
surpreendeu). E a sensação de "que porra é essa que tá acontecendo
aqui?" vai te acompanhar por todo o filme.
Apesar claro, que eu não conhecia nada do universo de Maze Runner antes do filme, nem sabia da
existência do livro até o filme ir em cartaz no cinema. Mas mesmo não
conhecendo nada do livro, achei o roteiro bem escrito. E o filme exerceu bem
seu trabalho de atiçar minha vontade de ver a continuação assim que esse estrear
e de correr para encontrar os livros.
Mas como tudo na vida, o filme tem um porém. Eu não
recomendo você "repetir a dose" de assistir mais um vez ao filme.
Então preste muita atenção na sua primeira vez com o filme, pois a segunda vez
vai ser um pouco "decepcionante", apesar que decepcionante não é bem
a palavra certa para o sentimento que tive quando reassisti o filme com meus
pais. Apesar que numa segunda vez, você
captura mais detalhes e outras coisinhas que pode ter deixado passar despercebido
na primeira vez, toda a emoção e sentimento que o filme te desperta na primeira
vez que assiste não existe na segunda vez. É como aquele provérbio de que não
se mergulha duas vezes no mesmo rio. Na segunda vez que assiste o filme, você
banaliza tudo que sentiu na primeira vez e a experiência não fica mais única.
Então é essa minha única recomendação: assista uma única vez a esse filme. Preste atenção em tudo. E lembre-se: CRUEL É BOM!
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