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Crítica || The Maze Runner


Vou ser sincera, preferi Maze Runner a Jogos Vorazes. É uma história mais envolvente, mais cheia de mistérios, mais tensão.

É um daqueles filmes que te faz ficar inquieto na poltrona, agarrando os braços da cadeira e pirando junto com os personagens.

E você sabe só o que os personagens sabem, não é um daqueles filmes que te entrega tudo na primeira cena, você vai descobrindo com o passar do tempo. Só quando os personagens vão montando o quebra-cabeça, você monta junto. E até o final é surpreendente, eu nunca conseguiria imaginar aquilo (e olha que eu tenho manias de ir  montando hipóteses de como é o final, justificativas para cada coisa do filme e aquilo me surpreendeu). E a sensação de "que porra é essa que tá acontecendo aqui?" vai te acompanhar por todo o filme.
Apesar claro, que eu não conhecia nada do universo de Maze Runner antes do filme, nem sabia da existência do livro até o filme ir em cartaz no cinema. Mas mesmo não conhecendo nada do livro, achei o roteiro bem escrito. E o filme exerceu bem seu trabalho de atiçar minha vontade de ver a continuação assim que esse estrear e de correr para encontrar os livros.

Mas como tudo na vida, o filme tem um porém. Eu não recomendo você "repetir a dose" de assistir mais um vez ao filme. Então preste muita atenção na sua primeira vez com o filme, pois a segunda vez vai ser um pouco "decepcionante", apesar que decepcionante não é bem a palavra certa para o sentimento que tive quando reassisti o filme com meus pais.  Apesar que numa segunda vez, você captura mais detalhes e outras coisinhas que pode ter deixado passar despercebido na primeira vez, toda a emoção e sentimento que o filme te desperta na primeira vez que assiste não existe na segunda vez. É como aquele provérbio de que não se mergulha duas vezes no mesmo rio. Na segunda vez que assiste o filme, você banaliza tudo que sentiu na primeira vez e a experiência não fica mais única.


Então é essa minha única recomendação: assista uma única vez a esse filme. Preste atenção em tudo. E lembre-se: CRUEL É BOM!

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