Pular para o conteúdo principal

Vamos falar de parceria? || Opiniões Polêmicas

Eu sei, eu sei. Serei massacrada com esse texto. Mas preciso falar e até desabafar.  Tenho esse blog há 14 anos, comecei em 2012, onde tudo era mato, não existia inscrições de parceria anuais com editoras, autor nacional nem era tão disseminado assim, quase não existia publicação independente de largo alcance nacional e nem Amazon tinha no Brasil vendendo ebook.  Sim, tudo mato a ser desbravado.  E nessa época, onde as coisas começavam a engatinhar, editoras mandavam livros pontuais a alguns blogs e criadores de conteúdo publicar textos sobre o livro. Como faziam com jornalistas também. Não existia criação para redes sociais, nem o Instagram existia e YouTube era só um repositório de vídeos comuns – sem a grandeza de produções de conteúdo como hoje.  E também tinha os autores nacionais começando a despertar para divulgações nacionais. Entravam em contato com blogs que gostavam, que poderia ter afinidade com o gênero do livro e enviava o mesmo para o criador ler e fal...

[Resenha] A Espada de Kuromori

“Relaxe. Isto é mais seguro do que dirigir um carro. Tente não pensar em estar amarrado dentro de um tubo pressurizado de metal que pesa mil toneladas, onze quilômetros acima do chão e viajando a mil quilômetros por hora. Tudo perfeitamente seguro”

É um livro totalmente viciante. O autor Jason Rohan é um ex-roteirista da Marvel e passou cinco anos no Japão como professor de inglês. Só por essa informação pode sentir o naipe desse livro. A Espada de Kuromori é uma narrativa mergulhada no folclore e cultura do Japão e leva ao leitor a fazer uma verdadeira viagem por esses assuntos.

Camisa e Capa do livro
Foto retirada do Acervo Pessoal

No livro, há muitos termos em japonês e um glossário no final do mesmo para consulta, mas, para mim e muitos fãs de mangá, alguns desses termos já são bem conhecidos. Mas não é preciso um conhecimento vasto de quadrinhos orientais para ler esse livro, já que tudo é detalhado, tanto na narrativa, tanto no glossário. Só queria que o recurso do glossário fosse colocado como notas de rodapé, assim evitaria o trabalho de ir lá no final do livro procurar o termo (já que no final do livro vem as páginas do segundo volume para degustação e acaba causando uma confusão desnecessária quando for procurar o glossário).

A leitura ainda foi mais prazerosa porque, a medida que o autor vai apresentando as criaturas do folclore, eu fui reconhecendo e lembrando de varias outras obras que tem a base na mesma cultura japonesa.

“Acredite em si mesmo, confie nos seus sentimentos, faça o que é certo, especialmente quando é mais difícil, e sempre tenha um pepino com você quando estiver perto de água doce”

Kenny, o protagonista do livro, não faz o tipo “herói” de um romance, muita das vezes deixando ser salvo por sua parceira Kiyomi. Irônico, apesar de está correndo risco de vida, eles se dão bem (tendo praticamente a mesma idade e um passado trágico que meio que une eles).

Kiyomi também não fica atrás, não faz juz à “mocinha” de filmes, que tem que ser salva pelo herói protagonista. Aqui, como em muitos mangás, ela é a heroína forte e inteligente. E adoro poder dizer que ela é uma personagem independente, como em muitos mangás. Mas apesar de ser forte e saber se defender muito bem, ela tem também seu lado feminino,o que deixa mais evidente que carregar o peso de “salvar o mundo” é algo difícil para uma adolescente. Mas nunca falaram que ser herói é fácil.

“As profecias só se tornam verdadeiras quando os homens agem em função delas”

O que une a Kiyomi e o Kenny nesse universo fantástico explorado no livro é uma profecia que Kenny há de cumprir em solo japonês. Profecia que antes de pisar no país estrangeiro, ele nunca sonhara que existiria. E que pior: ele teria que fazer tudo em 9 dias. Profecia simples e que se não for cumprida o preço pode sair caro: a destruição da humanidade.

“Só de cair. Porque só há turbulência quando vocês servem a comida? É de propósito, para derramar as bebidas de todo mundo?”

Para ler o livro você não precisa ser um aficionado por mangás. Precisa apenas gostar do gênero de aventura e ação que é a premissa do livro de Jason Rohan. É a estréia do autor em livros, e esse é o primeiro livro da série que promete histórias recheadas da mitologia japonesa e aventuras no estilo de heróis de quadrinhos. E tem um bônus nas ultimas páginas do livro, com as primeiras de seu próximo livro (o volume 2) e realmente as expectativas sobre o livro estão muito altas!!!

Espero que assim como eu, quem ler adore o livro!


E ainda em dezembro quero fazer um vídeo sobre o livro no nosso canal, em um quadro totalmente novo que estou idealizando. É só eu melhorar da rouquidão! 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Como cachear o cabelo das suas bonecas || Colecionáveis

Oi fãs de bonecas! Como prometido na postagem anterior, a que falei como retirar o frizz do cabelo de uma boneca, eu fiquei de ensinar outro macete fácil para vocês: como cachear o cabelo de uma boneca. Lembrando que esse tutorial é mais para bonecas com o material de cabelo como os da barbie, monster high, ever after high e afins. Algumas bonecas que tem fios diferentes pode não funcionar, como as Midori vendido na Americanas. Assim que eu tiver alguma boneca com cabelo d fibras diferente dessas que uso pro tutorial, eu vou fazer outro tutorial destinado para elas (eu ainda não tenho uma Midori, mas já prometi para o pessoal do grupo Midori que encontraria um jeito de cachear assim que eu conseguisse ter a minha, e a promessa se repete aqui!).  Então, se lembram dessa foto mostrada na postagem anterior sobre cabelos?  Essa foto é nosso ponto de partida do porque eu tenho tanta vontade de aprender a cachear o cabelo de uma boneca. Após a lavagem completa dessa bon...

Crítica || O Poço

Pensei em escrever ou não sobre esse filme - e de madrugada (no dia que eu escrevi esse texto) eu discuti sobre o filme com meu namorado e enfim, decidi postar esse texto no blog. Tem milhões de textos sobre esse filme na internet e possivelmente o meu vai ser só mais um. Mas não me importo. Esse filme dá muito para pensar - e a análise mais óbvia desse filme é sobre o paralelo a nossa sociedade. Eu encaro o poço como um experimento social feito pelo governo, imitando de forma extrema a sociedade com a hierarquia de classes sendo representada pelos andares.  O Poço poderia ser uma ferramenta que instigasse a cooperação dos prisioneiros, que a cada 30 dias trocam de posições (andares) do poço. Uma vez estando embaixo com escassez de comida, quando fosse para cima podia ter consciência e fazer sua parte para igualar a comida para todos. Porém vemos uma sociedade sem compaixão ao próximo.  Acho interessante que em tempos de Convid-19, esse filme estreie na netflix. A...

Nova Parceria || Blog Alegria de Viver e Amar o que é Bom

É com o imenso prazer que anuncio mais uma parceria aqui no Um Sofá >< Dessa vez é o blog "Alegria de Viver e Amar o que é Bom" da autora Rudynalva Soares. O Blog Alegria de Viver e Amar o que é Bom é um blog de variedade, voltado mais para o mundo literário, mas não apenas isso, tudo que traz alegria as nossas vidas aparece. Fazemos análises de livros através de resenhas, divulgações de editoras e escritores nacionais, sorteios, entrevistas e tudo o mais relacionado com livros e afins. Espero que todos recebam ela de braços abertos e que visitem o blog dela ( neste link aqui ).