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W.I.T.C.H. || Revisitando os quadrinhos clássicos — Volume 01, Saga Meridian

 Eu sempre gostei de coisas místicas, bruxas, garotas mágicas... Talvez por nascer na sexta, 13, eu acabei tomando para mim esse gosto peculiar para magias e misticismo. E quando eu era uma jovem adolescente, existia uma revista chamada W.I.T.C.H. publicada pela Editora Abril que trazia história serializada de um grupo de garotas mágicas que tem como dever proteger portais de uma terra mística. Foi aí, caros leitores, que eu descobri o poder maior dos quadrinhos (para quem era habituada apenas com coisas tipo Turma da Mônica e Mickey clássico, esses quadrinhos abriram horizonte). Peguei, infelizmente, o barco andando, então nunca consegui as primeiras edições na época (e estou pensando em completar a minha coleção como meta — igual fiz com os Ursos da Parmalat, e consegui!). Então na época nunca cheguei a ler na íntegra.  Mas agora, por meios não oficiais, consigo ter acesso a história clássica e resolvi, enquanto espero o primeiro volume do Reboot que será lançado pela Unive...

[Resenha] Cinderalla

Apesar de ser muito raro eu conseguir ler algo indicado por alguém e gostar, eu segui (e agora agradeço ao Boss-san, CDC e Chefe da Page Mangás Brasil) por indicar esse mangá para mim.

Lançado pela Conrad em 2006, tive um pouco de trabalho para encontrar um exemplar. Deste que Boss me definiu o mangá em “A mesma história da Cinderela, só que o príncipe está morto e muito doente e ela está viva” (ele não disse com essas mesmas palavras, ok?) eu tive a imensa vontade de ler. Sim, podem me definir por ter um gosto esquisito e macabro, mas quem nunca teve gosto diferente que atire a primeira pedra.

Logo de cara (como disse anteriormente), eu me interessei quando vi a capa mostrada por Boss. Algo que mistura o meigo fofo com o bizarro já ganha pontos comigo (eu já disse que adoro o ”bizarrofofo”?).

Quando descobri do que se tratava essa história um tanto peculiar, corri por todos os sebos e lojas online que conhecia atrás de uma só edição, até que lembrei do “Estante Virtual”. Bom, não custava tentar, não é mesmo? E lá estava ela por 5 reais. Não pude esperar nenhum momento a mais. Eu a comprei.

Novamente cá estou com ladainhas e historias e não conto nada do mangá, não é verdade? Então vamos logo começar essa resenha.

Imagina uma Cinderela sem nenhum pudor e quase-morta?

Junko Mizuno conseguiu fazer esse clássico conto de fadas se tornar algo totalmente diferente nesse volume. E fez tornar-me fã por ela (ela tem mais alguns outros mangás como Hansel e Gretel e o anterior ao Cinderalla que é Pure Trance). Ou em outras palavras, Cinderalla conseguiu preencher todas as expectativas que depositei na história.
Cinderalla Enterrando seu pai
(retirado do exemplar do acervo pessoal)
Como citado, foi inspirado no conto de fadas da Cinderela, mas esse mangá trás a versão menos Disney mas igualmente bela dessa “princesinha” amada por toda geração de garotinhas que cresceu com esses contos e filmes.

Mas depois que crescemos, acabamos por perder o interesse pelo “felizes para sempre” e pela magia das fadas madrinhas.

Cinderalla é o que podemos chamar de conto de fadas para adultos (meio miolo mole, confesso). Com os elementos já conhecidos pelo clássico que deu origem e com pintadas de elementos de terror, Junko consegue montar seu enredo.

Como toda menina, ela também se apaixona
(retirado do exemplar do acervo pessoal)
A história segue o molde clássico: Cinderalla é uma jovem trabalhadora e esforçada que vive com seu pai, e os dois cuidam de um restaurante. Até que um dia acontece que seu pai morre. Perdida sem ter o que fazer, indicam a Cinderalla a ir ao cemitério a noite e ela reencontraria seu pai, então ela descobre que a noite os mortos voltam a vida e que assim ela poderia voltar a viver com seu pai normalmente as noites e voltariam a cuidar do restaurante. Tudo estava feliz novamente até seu pai conhecer uma zumbi comilona com quem se apaixonou e quer casar.

O resto da história vocês descobrem lendo. Mas vou logo avisando, é uma história de enredo superficial (quando digo superficial, não menosprezo a obra, só digo que não a um aprofundamento e uma complexidade. É apenas uma história para se divertir lendo), tal qual o seu conto de fadas de origem.

Com classificação para maiores de 16 anos, principalmente por falta de pudor por parte da Cinderalla (que de princesa ela não tem nada), se você gosta de adaptações de contos de fadas e/ou de zumbis (sem que necessariamente eles tenham que está devorando o cérebro de alguém), a obra de Junko Mizuno pode ser a sugestão de leitura para seu domingo a noite.


Detalhe da cartela de adesivos e orelha do livro
(retirado do exemplar do acervo pessoal)
PS: Uma coisa que me chamou bastante atenção foi por esse mangá ter adesivos. Nunca vi um mangá na minha vida vim com uma cartela de adesivos, mas esse veio *-* muito lindo por sinal. Também foi bem trabalhado, com orelhas e no final uma entrevista com a autora Junko, entrevista essa que me fez me apaixonar pela autora. Ela é uma fofa. 

 A falta de logica no enredo pode incomodar alguns leitores que precisam se agarrar a lógica. Mas sempre se agarrem ao fato de que japonês é bicho louco, e tudo lá tem limites diferente dos quais conhecemos pelo ocidente. 

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