Apesar de ser muito raro eu conseguir ler algo indicado por
alguém e gostar, eu segui (e agora agradeço ao Boss-san, CDC e Chefe da Page Mangás Brasil) por indicar esse
mangá para mim.

Logo de cara (como disse anteriormente), eu me interessei
quando vi a capa mostrada por Boss. Algo que mistura o meigo fofo com o bizarro
já ganha pontos comigo (eu já disse que adoro o ”bizarrofofo”?).
Quando descobri do que se tratava essa história um tanto
peculiar, corri por todos os sebos e lojas online que conhecia atrás de uma só
edição, até que lembrei do “Estante Virtual”. Bom, não custava tentar, não é
mesmo? E lá estava ela por 5 reais. Não pude esperar nenhum momento a mais. Eu a
comprei.
Novamente cá estou com ladainhas e historias e não conto
nada do mangá, não é verdade? Então vamos logo começar essa resenha.
Imagina uma Cinderela sem nenhum pudor e quase-morta?
Junko Mizuno conseguiu fazer esse clássico conto de fadas se
tornar algo totalmente diferente nesse volume. E fez tornar-me fã por ela (ela
tem mais alguns outros mangás como Hansel e Gretel e o anterior ao Cinderalla
que é Pure Trance). Ou em outras palavras, Cinderalla conseguiu preencher todas
as expectativas que depositei na história.
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Cinderalla Enterrando seu pai (retirado do exemplar do acervo pessoal) |
Como citado, foi inspirado no conto de fadas da Cinderela,
mas esse mangá trás a versão menos Disney mas igualmente bela dessa “princesinha”
amada por toda geração de garotinhas que cresceu com esses contos e filmes.
Mas depois que crescemos, acabamos por perder o interesse
pelo “felizes para sempre” e pela magia das fadas madrinhas.
Cinderalla é o que podemos chamar de conto de fadas para
adultos (meio miolo mole, confesso). Com os elementos já conhecidos pelo
clássico que deu origem e com pintadas de elementos de terror, Junko consegue
montar seu enredo.
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Como toda menina, ela também se apaixona (retirado do exemplar do acervo pessoal) |
A história segue o molde clássico: Cinderalla é uma jovem
trabalhadora e esforçada que vive com seu pai, e os dois cuidam de um
restaurante. Até que um dia acontece que seu pai morre. Perdida sem ter o que
fazer, indicam a Cinderalla a ir ao cemitério a noite e ela reencontraria seu
pai, então ela descobre que a noite os mortos voltam a vida e que assim ela
poderia voltar a viver com seu pai normalmente as noites e voltariam a cuidar
do restaurante. Tudo estava feliz novamente até seu pai conhecer uma zumbi
comilona com quem se apaixonou e quer casar.
O resto da história vocês descobrem lendo. Mas vou logo
avisando, é uma história de enredo superficial (quando digo superficial, não
menosprezo a obra, só digo que não a um aprofundamento e uma complexidade. É apenas
uma história para se divertir lendo), tal qual o seu conto de fadas de origem.
Com classificação para maiores de 16 anos, principalmente
por falta de pudor por parte da Cinderalla (que de princesa ela não tem nada),
se você gosta de adaptações de contos de fadas e/ou de zumbis (sem que
necessariamente eles tenham que está devorando o cérebro de alguém), a obra de
Junko Mizuno pode ser a sugestão de leitura para seu domingo a noite.
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Detalhe da cartela de adesivos e orelha do livro (retirado do exemplar do acervo pessoal) |
PS: Uma coisa que me chamou bastante atenção foi por esse mangá ter adesivos. Nunca vi um mangá na minha vida vim com uma cartela de adesivos, mas esse veio *-* muito lindo por sinal. Também foi bem trabalhado, com orelhas e no final uma entrevista com a autora Junko, entrevista essa que me fez me apaixonar pela autora. Ela é uma fofa.
A falta de logica no enredo pode incomodar alguns leitores que precisam se agarrar a lógica. Mas sempre se agarrem ao fato de que japonês é bicho louco, e tudo lá tem limites diferente dos quais conhecemos pelo ocidente.
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