Acomodados do Um Sofá,
hoje trouxe uma nova escritora para nossa coluninha entrevistas! Espero que se
sinta a vontade aqui no Um Sofá e é uma honra tê-la aqui um pouquinho para nos
falar do livro Sangue na Lua.
Um Sofá À Lareira: O que lhe inspirou fazer Sangue
na Lua?
Sheila
Schildt: Bom,
a história é um pouco longa... Sou Psicóloga e em 2011 atendia em consultório
particular, quando surgiu a demanda de um Parecer Técnico de uma de minhas
pacientes. Foi quando percebi o quanto minha escrita estava “enferrujada” e
senti a necessidade de voltar à escrever – o que eu vinha fazendo muito pouco
desde o término de minha formação, em 2009. Mas eu não conseguia achar tempo e
motivação para tal, afora a dúvida: escrever o que? Para quem?
Foi quando vi um anúncio do blog Dear
Book, que estava selecionando novos colunistas, e resolvi participar como
resenhista de obras nacionais, num primeiro momento. Neste ínterim, a equipe do
blog teve a idéia de escrever contos para “especiais” de Halloween e Natal,
quando me aventurei a escrever o primeiro.
Desde então, passei a escrever contos nas
horas vagas e “Sangue na Lua” é uma coletânea com 12 deles, 3 já publicados
pelo Dear book e algumas antologias, os outros 9 inéditos.
Um Sofá À Lareira: Vi que você optou pela psicologia
em vez de Letras. Por quê? E em que essa área lhe ajuda no
momento de escrever?
Sheila
Schildt:
Nunca pensei em ser escritora. Psicologia é minha profissão. Mas foi na redação
dos trabalhos para a faculdade que comecei a receber feedbacks positvos à
respeito de minha escrita. Na verdade, não me sinto uma autora, e “Sangue na
Lua” é uma experiência, e confesso que estou um pouco ansiosa pelo resultado.
Já transpus muito da minha experiência
para as páginas, até como uma forma de elaborar o Real difícil dos atendimentos
na Assistência Social. “Um (algumas vezes verdadeiro) conto natalino” é um
exemplo de mosaico de situações já atendidas. Esse conto, que ficou entre os 20
primeiros no 1º Concurso de Contos Aparício Silva Rilo, e me rendeu a indicação
de melhor contista 2013 pela editora Mágico de Oz, é um conto de horror, não
terror, onde o monstro é Real, e narro uma situação que acontece todos os dias
em muitos lares brasileiros.
Um Sofá À Lareira: Quais os seus Hobbies quando não
está escrevendo um livro?
Sheila
Schildt: Adoro
ler. E ler. E, de vez em quando ler. Ah, e comprar livros também, sou uma
grande acumuladora. E lê-los, claro.
Um Sofá À Lareira: Quem são as pessoas que mais lhe
apoiaram nesse projeto?
Sheila
Schildt: Em
primeiro lugar e principalmente meu marido. Se não fosse por ele, seu
incentivo, apoio, confiança, carinho, esse livro não seria publicado,
continuaria apenas escrevendo contos e os “espalhando” por ai. Foi meu marido
que me incentivou a participar de antologias, concursos, e enviar o manuscrito
para as editoras para tentar publicá-lo. E, claro, tive também apoio de
familiares e amigos, que cederam gentilmente de seu tempo para lê-los e sugerir
modificações e correções.
Um Sofá À Lareira:Você tem autores que lhe inspiram?
Quais são?
Sheila
Schildt: Sim.
Gosto muito de Stephen King, Edgar Alan Poe, Agatha Christie.
Um Sofá À Lareira: Já anda pensando em um novo
livro? Poderia comentar um pouco sobre ele?
Sheila
Schildt: Como
eu disse, Sangue na Lua é uma aposta; não sei se será do agrado do público, ou
dos fãs de fantasia, suspense e terror e horror. Mas já tenho outros quatro
contos prontos, só não decidi ainda como irei lança-los – se em uma antologia,
ou novamente de maneira independente. Mas meus contos tem ficado mais extensos
e densos – o que ainda não sei se é bom ou ruim! Mas isso o tempo dirá.
Um
Sofá À Lareira: O que te levou a escrever livros?
Da onde surgiu a idéia de se tornar escritor?
Sheila
Schildt: Faço parte da equipe de resenhistas do blog Dear Book, e surgiu a idéia
entre os participantes de escrever “especiais” de Halloween e natal. Foi quando
escrevi meu primeiro conto, “Escuro”, e fiquei surpresa com a receptividade dos
leitores do blog, o que me encorajou a escrever outros. Incentivada pelo meu
marido, comecei a participar de concursos e antologias, e a produzir novos
textos. Foi quando percebi que já havia material suficiente para um livro que
resolvi procurar uma editora. Mas ainda não consegui me ver como uma
“escritora”.
Um
Sofá À Lareira: Como decidiu que ser escritor seria
sua profissão?
Sheila
Schildt: Bom, na verdade essa não é minha profissão. Sou Psicóloga, e
trabalho na Prefeitura de Porto Alegre, na área da Assistência Social. Acabo
escrevendo nas horas vagas, mais como Hobby.
Um
Sofá À Lareira: E a inspiração? O que te inspira na
hora de escrever?
Sheila
Schildt: Como trabalho com muitas famílias em situação de violação de
direitos e risco, algumas vezes acabo me utilizando de situações que vivencio
no cotidiano de meu trabalho como “pano de fundo”. Não sei bem o que me
inspira... acho que estas situações do trabalho, outros livros, notícias, e até
mesmo sonhos as vezes vira contos, mas não tenho muito controle sobre isso.
Um Sofá À Lareira: Para você, o que define ser
ESCRITOR?
Sheila
Schildt: Não sei. Alguém que
escreve? Participo de alguns grupos no facebook que versam sobre essa questão,
e vejo que há muita polêmica e opiniões divergentes em torno desta definição.
Posso passar essa? (kkkkkkkk) Brincadeira. Mas acredito que talvez fosse mais
interessante definir o que é a escrita, para quem se destina, e de maneira se
configura. Daí pode – ou não – emergir um escritor. E os leitores o que acham?
Um
Sofá À Lareira: Para você, o que é mais gratificante em ser escritor?
Sheila
Schildt: Ainda não sei. A
aceitação talvez? Afinal, é normal do ser humano querer sentir-se bem quisto.
Eu, particularmente, tenho uma relação com a escrita que considero muito difícil
de definir. É quase como se fosse um comichão. Eu tenho a idéia, ela começa a
me causar incômodo, e preciso escrevê-la. Depois que isso passa, não sei quando
acontecerá novamente. Dias. Semanas. Já passei meses sem escrever uma linha.
Mas é sempre bom saber que há pessoas que gostam, realmente, daquilo que
produzimos.
Um
Sofá À Lareira: Qual o maior desafio de escrever e
lançar um livro no Brasil?
Sheila
Schildt: Puxa. Também não sei. O que sei são das discussões dos grupos de
que falei anteriormente – muitos autores para poucas editoras, mais
interessadas em obras com texto que vendam em massa do que tenham conteúdo, ou
que só se interessam em traduzir obras estrangeiras. Eu fiz do jeito mais
simples: contatei uma editora pequena, e paguei opor uma tiragem também
pequena. E estou apostando para ver no que isso vai dar. Talvez um novo livro.
Talvez continuar postando os contos apenas no blog.
Um
Sofá À Lareira: O que significa “Sangue na Lua”
para você?
Sheila
Schildt: O que me veio à mente –
ao escrever o conto que dá título à coletânea – foi uma antiga superstição (que
não faço ideia de onde ouvi) de que quando a lua tem um tom avermelhado,
prenuncia coisas ruins, tragédias. Acho que foi isso. Teve apoio quando
escolheu ser escritor ou muitas pessoas diziam para desistir? Falei muito a
respeito com meu marido. As outras pessoas da minha família, amigos, só ficaram
sabendo quando eu já havia decidido. E todos que me conhecem sabe que não sou
uma pessoa de mudar de ideia...
Um
Sofá À Lareira: Um recado a todos os leitores do
blog Um Sofá à Lareira que querem seguir a carreira de escritor.
Sheila
Schildt: Tentem. Do contrário,
vocês nunca saberão se iriam ou não conseguir. E boa sorte para nós!
Muito obrigada por seu
tempo Sheila Schildt, e para quem quiser saber mais sobre seu livro e
lançamento, pode visitar a página no facebook do livro.
Espero que tenham
gostado da entrevista, e deem sugestões outros autores que poderão ser chamados
para próximas entrevistas.
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