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W.I.T.C.H. || Revisitando os quadrinhos clássicos — Volume 01, Saga Meridian

 Eu sempre gostei de coisas místicas, bruxas, garotas mágicas... Talvez por nascer na sexta, 13, eu acabei tomando para mim esse gosto peculiar para magias e misticismo. E quando eu era uma jovem adolescente, existia uma revista chamada W.I.T.C.H. publicada pela Editora Abril que trazia história serializada de um grupo de garotas mágicas que tem como dever proteger portais de uma terra mística. Foi aí, caros leitores, que eu descobri o poder maior dos quadrinhos (para quem era habituada apenas com coisas tipo Turma da Mônica e Mickey clássico, esses quadrinhos abriram horizonte). Peguei, infelizmente, o barco andando, então nunca consegui as primeiras edições na época (e estou pensando em completar a minha coleção como meta — igual fiz com os Ursos da Parmalat, e consegui!). Então na época nunca cheguei a ler na íntegra.  Mas agora, por meios não oficiais, consigo ter acesso a história clássica e resolvi, enquanto espero o primeiro volume do Reboot que será lançado pela Unive...

[Resenha] A Pessoa Amada

 Segunda resenha da Editora NewPOP! 
 

SINOPSE: O amor, traduzido em várias formas, atrapalhado pelo tempo, pela distância, pelas dúvidas. Nem tudo é flor, mas sempre existe uma saída. E nas mãos das meninas do CLAMP, você vê as esperiências reais que os relacionamentos podem proporcionar, transformando o mais mundano dos amores em histórias fantásticas.

Como nessa semana não podia faltar a obra do grupo CLAMP ser avaliada.
 
Realmente os traços sempre exalam detalhes e a delicadeza magnífica das obras desse grupo, mas isso já é de conhecimento geral (afinal, não é a primeira obra do CLAMP em terras tupiniquins).

Essa obra, em especial, não é uma história contínua a ser desenvolvida durante todo o volume, mas sim várias histórias de romance reunidas em um volume único. Além das mini-histórias contadas, têm, a cada história, algumas poucas paginas explicando o motivo, inspiração ou causas que levaram a aquele fato ali contado.

Realmente as artistas da CLAMP conversam com a gente a cada pagina que conta um pouco das histórias que aconteceram com elas ou conhecidos.

Foram 12 histórias que desenvolve um aspecto sobre amor e relacionamento. Cada qual com um foco diferente. Esse volume levou 2 anos para ficar pronto (de 1993 a 1995).

As personagens não têm nomes e as histórias são comuns, então é bem fácil você se identificar com elas, e com mais de uma história. É aconselhável a todas as meninas românticas.

As histórias são:

Diferente – trata daquela vontade que temos de ser diferente aos olhos de quem a gente ama, de mudar um pouco do cotidiano, surpreender e também mudar do que somos normalmente, seja para consertar um erro, seja para ser alguém melhor. Pessoalmente foi uma das histórias que me identifiquei e como estou namorando atualmente, vejo que pareço muito mais com essa personagem, pelo jeito de pensar. Já passei por muita situação descrita nessa história. Essa é a única história colorida do volume.

Gracinha – Aqui temos a cofusão que a personagem faz quando ouve algum elogio com a palavra “gracinha”. Concordo que é um elogio ambíguo e realmente não dá pra imaginar quando se escuta “fulano de tal é uma gracinha”. Faz-se a mesma confusão com a palavra “fofo”.

Quero te ver - Essa personagem namora um mangaka e como todos os leitores de mangá sabem, mangaka sofre como condenado e quase não tem vida social e tempo livre, então a nossa protagonista sofre por saudades.

Mais novo – essa protagonista namorava um cara mais novo, porém foi “dispensada” por causa da diferença de idade. Mas não se apaixonamos pela idade, mas pela pessoa e ela aprende que as coisas são pelo acaso, não importando a idade.

De repente – E falando que as coisas acontecem ao acaso, essa história mostra que o “amor” surge de repente.  

Juntos – Conta sobre aquela vontade de ter coisas em comum com quem gostamos, para ter o que conversar, poder fazer juntos, ficar mais tempo com sua companhia.

Bonita – A vontade de ficar “bonita” para a pessoa que gostamos é tratado nessa história. Aquele planejamento para agradar a pessoa, se sentir bonita, na altura. Para a protagonista estava tudo planejado, mas por virtude do tempo, tudo foi por água a baixo e não teve tempo para ficar tão bonita como imaginava.

Insegurança – E como na história anterior, dizendo que nada combina para deixarmos bonita aos olhos de quem amamos, tem a insegurança. Quem se apaixona sofre desse “mal”. Será que sou amada? Será que vou ficar com você? Toda mulher já sofreu de insegurança e o engraçado que só um “eu te amo” ou um abraço, já acaba essa insegurança.

Coragem – Pelo titulo é meio obvio, a história se passa no dia de São Valentim, que é o dia dos namorados e como se sabe, é comum, no Japão,  as garotas darem chocolates para quem gosta e se declarar. É nesse dia que se cria coragem para se declarar e assumir sentimentos. É o que nossa protagonista faz: assume esse risco.

Normal – A duvida que se instala na personagem é o que leva os casais evoluírem o namoro para um casamento. Simplesmente o fato de amar e querer ficar para sempre perto da pessoa? Na verdade, é um sentimento “normal”.

Distância – Será que um sentimento dura com a distância? Mais uma vez uma insegurança aparece (risos), o “amor” nos deixa bobos e cheios de duvidas. Mas com a presença da pessoa amada sempre se desfaz todas as inseguranças.

Casamento – Como disse, a insegurança rodeia esse sentimento que é o “amor”, aqui a nossa protagonista vai casar e está com duvidas se irá mudar. Para muitos o casamento é um estágio final de um relacionamento, o ápice do sentimento entre duas pessoas levam a casar, mas será que o relacionamento muda depois do casamento?

Cada história ficou sendo interpretada por uma personagem feminina diferente e no sumário cada personagem foi disposta para representar a sua historia, o que lembrou As Cariocas (aquele seriado da Globo que até fez um sucesso).


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