Eu sei, eu sei. Serei massacrada com esse texto. Mas preciso falar e até desabafar. Tenho esse blog há 14 anos, comecei em 2012, onde tudo era mato, não existia inscrições de parceria anuais com editoras, autor nacional nem era tão disseminado assim, quase não existia publicação independente de largo alcance nacional e nem Amazon tinha no Brasil vendendo ebook. Sim, tudo mato a ser desbravado. E nessa época, onde as coisas começavam a engatinhar, editoras mandavam livros pontuais a alguns blogs e criadores de conteúdo publicar textos sobre o livro. Como faziam com jornalistas também. Não existia criação para redes sociais, nem o Instagram existia e YouTube era só um repositório de vídeos comuns – sem a grandeza de produções de conteúdo como hoje. E também tinha os autores nacionais começando a despertar para divulgações nacionais. Entravam em contato com blogs que gostavam, que poderia ter afinidade com o gênero do livro e enviava o mesmo para o criador ler e fal...
Sérgio Rodrigues, na Veja on-line
Além de Jennifer Egan ter publicado uma obra-prima
usando o formato dos 140 caracteres como tijolinho numa construção
ambiciosa, concursos e festivais de micronarrativas no Twitter já houve
vários – inclusive duas edições aqui no Todoprosa–
mas desta vez a coisa é oficial. O próprio Twitter vai promover na
semana que vem, de 28 de novembro a 2 de dezembro, um festival de ficção
que tem o objetivo pouco modesto de “ampliar as fronteiras do que é
possível dizer no Twitter”.
Serão destacados nos cinco dias do Twitter Fiction Festival projetos de serialização escolhidos por um júri
em que figuram escritores como Teju Cole – ele próprio autor de uma
interessante série de tweets baseada em notícias tiradas de jornais de
antigamente – e Ben Marcus, além de editores.
Ficou tarde para
tentar uma vaga entre os eleitos oficiais do Twitter, infelizmente: as
inscrições se encerraram no último dia 15. Mesmo assim, ainda é possível
participar da brincadeira, bastando tuitar entre 28/11 e 2/12 um ou
mais microcontos com a tag #twitterfiction.
Em tempo: tudo será
basicamente anglófono, supõe-se, embora isso não seja dito
explicitamente e nada impeça um autor javanês de pular no bonde. Mas
algo me diz que o pessoal encarregado do festival não entenderia este
meu diálogo:
‘Tu tuíta?’ ‘Tuíto, e tu?’ ‘Tuíto too.’
A quem se interessa pela fronteira – bem pouco literária – entre o mundo dos livros e o da economia, recomendo a leitura desta reportagem
do jornal “Valor”, intitulada “Mercado editorial vira briga de cachorro
grande”, sobre os movimentos de concentração que vêm se intensificando
no mercado global, inclusive o brasileiro. E principalmente sobre como
isso afetará, para o bem ou para o mal, a produção e a circulação de boa
literatura – que no fim das contas é só o que interessa aqui. As
opiniões dos editores se dividem.
Toda a força do mundo, mestre Verissimo. Ainda é cedo, cedo, cedo, cedo, cedo…
Retirado de: Livros só mudam pessoas
* E ai? Quem vai curtir ler alguns contos no Twitter?! Pelo menos eu vou ficar vidrada no twitter por esses dias *
Comentários
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Nossa, dessa eu não sabia
ResponderExcluirVai ser bem bacana
E amei a iniciativa
Beijos
@pocketlibro
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