"E, naquele lugar, o pensar e o verbalizar eram irmãos siameses". Esse livro, como diz o próprio titulo, desesperador em suas narrativas descritivas. São poucos os autores que conseguem descrever uma paralisia do sono como ela sendo algo completamente desesperador. Ele alterna entre o passado e o presente de Gustavo (sua infância e agora sua vida adulta). E tem presente um enigma gigantesco da sua casa e de seus pesadelos: o guarda-roupa e a mulher de camisola (e não, não é Narnia nem a Feiticeira). Não se sabe se ele só tem aptidão ao sobrenatural (mediunidade) ou se ele realmente é alvo por algum motivo. "Gustavo agora era cético! Tornara-se um. Fora sua única saída." Mas, o que mais está me impressionando é a atmosfera pesada que o livro dá em sua narrativa. Realmente fiquei imersa a esse clima.