[Selo Tupiniquim] 11 de Março - João Paulo Hergesel

Escrito por Miaka J. S. Freitas - sábado, julho 04, 2015

Mais uma obra para divulgar aqui na coluna Selo Tupiniquim. 

O livro dessa vez se chama 11 de Março e é do autor João Paulo Hergesel. Esse já é o sexto livro lançado dele. 

Sobre  o autor: Nasceu em 25 de julho de 1992. Mestre em Comunicação e Cultura e licenciado em Letras pela Universidade de Sorocaba, dedica-se à produção literária e à pesquisa na área de Narrativas Midiáticas, com enfoque no estudo do estilo. Autor de livros infantojuvenis e com participações em diversas antologias, coleciona dezenas de prêmios literários, nacionais e internacionais. 

O autor nos deu uma pequena palha sobre como foi seu processo de escrita: 

"É complicado definir como foi escrever o 11 de março, pois ele não surgiu de uma única vez. O livro reúne contos feitos ao acaso, uns por encomenda, outros por desafio e alguns simplesmente porque eu estava a fim de desvirtuar a linearidade do cotidiano. Meu maior receio quanto aos contos foi de que eles não seriam aceitos por ninguém, devido à sua temática perturbadora; mas a principal alegria é a ideia de que a coletânea já foi aceita, antes mesmo de o livro ser lançado, pelas salivas ansiosas de quem conhece a sinopse ou vê a capa e logo se interessa pela leitura."

Mais um pouco sobre a obra 11 de Março:


O mundo é cruel. Se determinado ser ou situação não se enquadra nos padrões éticos e estéticos impostos pela sociedade, surge a rejeição. Com a Literatura, também é assim: torna-se preciso amordaçar a criatividade para que os críticos aceitem engolir a logorreia vomitada pelo autor. Sim, até para vomitar, a beleza é necessária.
Mas nem tudo que é belo é confortável. Este é justamente o propósito da arte: provocar desconforto. 11 de março, portanto, reúne contos assim: perturbadores. Contos negligenciados. Contos que, por não respeitarem o aroma primaveril do jardim de borboletas, não puderam sequer concorrer a alguns prêmios literários.
A única instrução válida para apreciar a obra é que o leitor se prepare para sofrer: chorar, orar, sentir dó, dor, dormir e ter pesadelos com casos de terrorismo, maus tratos, abuso sexual, canibalismo e outros temas que não se preocupam com a política do bom cidadão. Mas o sofrimento temporário até vale a pena, já que a vida também é temporária – e, quando menos se espera, todos estão descansando em paz.

Outras obras do autor
  • Um perfume chamado Dri (Editora Dubolsinho, 2014) — lançamento previsto para maio/2015;
  • Um gato caolho do rabo comprido (Jogo de Palavras, 2013);
  • Estilística cibernética (Editora Penalux, 2013);
  • Anilina, Ziguezague e Désirée (Editora Patuá, 2011);
  • 20 Contar (e-book, Editora Virtual Libri, 2008).


Mais informações pode acessar o www.jogodepalavras.com





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