Carros 3: o amadurecimento do Mcqueen

Escrito por Miaka J. S. Freitas - quarta-feira, julho 19, 2017

Continuando aquela resenha feita depois dos créditos, já amadurecendo mais o que foi visto nas telonas, projetando outros olhares e uma nova análise, vamos falar mais uma vez de Carros 3.


O filme  mostra um Mcqueen mais velho em uma situação mais madura e até mesmo pede uma decisão mais madura. É aquela fase que todos vão passar algum dia na vida, e não necessariamente quando estiver mais velho. 


Uma vez li em algum lugar que o corpo se renova a cada 7 anos. A cada 7 anos, você tem um corpo novo, com novas células etc. E isso acontece na mente também. De 7 em 7 anos, você é outra pessoa, você muda, suas opiniões e gostos mudam, seu circulo social muda. Tanto que falavam na mesma matéria que se algo dura mais de 7 anos na sua vida, ela vai durar a vida toda (tipo uma amizade ou ser fã de alguma coisa). 

E a cada etapa da vida temos alguma crise existencial, seja por agentes externos ou internos, sempre vai ter alguma hora que vai bater aquele pensamento: "E agora?! O que vou fazer da minha vida?". 

Eu mesma estou em uma crise dessas e as pessoas não ajudam. Estou terminando a faculdade e a voz me ronda perguntando: 
E agora?
O que fazer?
Como fazer?
O que eu vou fazer?
Que caminho seguir?

E com esses e outros questionamentos vem o medo, aquele frio na barriga de ter feito a escolha errada. A sensação de estar perdido e sozinho. As pessoas em volta não te ajudam. Só te enchem de mais perguntas e pressões. A vontade que se tem é de se isolar, mas até de seus pensamentos você tem medo. 

E isso vemos na pele (ou na capota) do Mcqueen. Todos os companheiros corredores se aposentando das corridas, a pressão da mídia querendo que ele faça o mesmo. Os amigos incentivando ele a continuar. É uma dualidade imensa em cima de uma única "pessoa". E isso faz com que ele se sinta ainda mais perdido que o normal. 

Vale lembrar que ele sofre um acidente que nem o carro que foi como um pai e o mentor dele: o Doc. E para Doc foi a mesma pressão e a decisão o tinha tornado infeliz. Com esse exemplo, vemos que o relâmpago se sente ainda mais pressionado. 

Isso mostra que essas crises em mudanças da vida é algo normal, nossos pais passaram e ainda vão passar, a gente também. E não será a única. Ao longo da vida, várias vezes vamos parar e se perguntar "e agora?" e nos ver sem chão. 

O ruim é que muitos a nossa volta acabam esquecendo que quando tinha nossa idade, passaram por isso e acabam colocando pressão desnecessária que dificulta toda a situação. (PS: não seja essa pessoa). 

A grande lição que fica é: amadurecimento. Todos vão passar por mudanças alguma hora e é preciso ter a mente no lugar para enxergar que existe algo além do "agora", que há uma solução, não é o fim do seu mundo (mesmo que outros façam parecer o contrário). 

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